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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Pesquisa do CEUB revela vulnerabilidades que afetam peso de recém-nascidos no DF




    Mesmo com adesão ao pré-natal, infecções, uso de drogas e abandono de tratamento afetam diretamente o peso do bebê

    A vulnerabilidade social, a interrupção de tratamentos e o uso de substâncias psicoativas estão entre as principais causas do baixo peso de recém-nascidos, aponta pesquisa de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB). Apesar dos bons índices de cobertura de pré-natal e condições sanitárias nas moradias, 9,35% dos recém-nascidos da pesquisa apresentaram baixo peso ao nascer, índice acima da média nacional – indicando a necessidade de assistência mais humanizada e multiprofissional às gestantes.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 20 milhões de bebês nascem anualmente abaixo do peso ideal, o que representa um em cada sete nascimentos no mundo. "O baixo peso ao nascer (BPN) é uma condição crítica e está relacionado ao aumento da mortalidade neonatal, além de complicações a longo prazo como hipertensão e problemas de desenvolvimento", explica a estudante de Medicina do CEUB responsável pela pesquisa, Ádria Nascimento.

    O estudo englobou amostra qualitativa com 81 puérperas e 87 recém-nascidos de um hospital da rede pública do Distrito Federal, dos quais seis evoluíram para óbito. O levantamento foi realizado com base em prontuários eletrônicos, e entrevistas com as mães e cartão da gestante, avaliando variáveis como idade, cor/raça, escolaridade, situação conjugal, ocupação, renda, condições de moradia, local e número de consultas de pré-natal, além de antecedentes obstétricos.

    Entre os fatores identificados como determinantes para o baixo peso na região, na amostra investigada, estão a questão social das gestantes, especialmente aquelas residentes em áreas periféricas do DF, como Estrutural e Sol Nascente, e o uso de substâncias como álcool, fumo e outras drogas ilícitas (36,15%). A amostra aponta ainda que o pré-natal foi realizado por 93,83% das participantes, com 65,43% delas realizando ao menos seis consultas, a maioria na rede pública.

    Apesar dos bons índices de cobertura pré-natal, boas condições sanitárias das moradias e bons índices de escolaridade (> 9 anos), o estudo aponta a influência das principais intercorrências relatadas pelas gestantes, como infecções (39,51%), principalmente do trato urinário, seguidas por casos de hipertensão (17,28%). “Um dado preocupante foi a interrupção espontânea do tratamento medicamentoso por 30,86% das mulheres, mesmo com prescrição para 92,59% delas durante o acompanhamento.” Ressaltando que a suspensão do medicamento antes do prazo indicado pode comprometer severamente o tratamento, trazendo riscos à saúde da mãe e do bebê.

    Aspectos psicossociais e implicações para a saúde pública

    Fabiana Xavier Cartaxo Salgado, orientadora da pesquisa e professora de Medicina do CEUB, ressalta que os resultados apontam para uma necessidade urgente de intervenção nos aspectos psicossociais das gestantes. "Os achados demonstram que variáveis aparentemente favoráveis, como boa escolaridade, situação conjugal estável, bons resultados de condições sanitárias nas moradias e os bons índices do acompanhamento pré-natal, (considerando o número de consultas mínimas recomendadas), não foram suficientes para reduzir o índice de baixo peso. Portanto, é preciso uma abordagem mais integral e individualizada", afirma.

    A pesquisa recomenda a implementação de políticas públicas mais robustas, com ações educativas, acompanhamento mais próximo das gestantes em situação de vulnerabilidade e qualificação periódica das equipes de saúde. "Essas medidas são essenciais para assegurar uma assistência humanizada, integral e efetiva, reduzindo os riscos associados ao baixo peso e prematuridade neonatal", acrescenta a docente do CEUB. “O acompanhamento mais estreito dos grupos mais vulneráveis, com a promoção do letramento em saúde, poderia identificar e intervir nas fragilidades identificadas no estudo, resultando em uma assistência pré, intra e pós-natal multiprofissional, humanizada e qualificada”, completa Adria.


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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Filmes animam as férias da criançada no Futura


Em janeiro, o Cine Especial apresenta atrações como “Asterix e a Cleópatra”, de René Goscinny e Albert Uderzo, e  “Bécassine, a babá dos sonhos”, de Philippe Vidal

O Futura abre a programação de 2014 com atrações para embalar as férias da garotada. Nas sextas-feiras de janeiro, às 11h, com reprise às 18h, o Cine Especial de Férias exibe uma seleção de filmes voltados para o público infantil. No dia 10, o Futura apresenta “Heidi”, dirigido por Paul Marcus. A obra mostra uma menina órfã suíça que vive feliz com seu avô. A protagonista vai morar com uma família rica e conhece Klara, uma garota em cadeira de rodas que se torna sua grande amiga.
“Bécassine, a babá dos sonhos”, de Philippe Vidal, é a atração do dia 17. A animação francesa resgata a personagem criada pelo ilustrador Joseph Pinchon, a babá encantadora, alegre e desajeitada. Em 24 de janeiro, o Cine exibe o desenho “Asterix e a Cleópatra”, de René Goscinny e Albert Uderzo, que conta as aventuras de Asterix e Obelix no Egito. Cleópatra, desafiada por Júlio César, resolve construir um palácio em apenas três meses. A dupla de gauleses vai até Alexandria para ajudar a rainha egípcia.
“A Menina e os Lobos”, de Pierre Antoine Hiroz, fecha a sequência no dia 31. O longa-metragem acompanha a viagem de Tilly, uma esperta menina de oito anos de idade, que sai de Paris para passar férias no parque nacional dirigido pelo tio nas montanhas. Rodeada por pinheiros, cachoeiras e geleiras derretendo, ela descobre um mundo totalmente inesperado.

CONFIRA AS SINOPSES DOS FILMES:
10/01, sexta-feira, 11h e 18h – HEIDI
Direção: Paul Marcus
Duração: 90 min
Classificação indicativa: livre

Heidi é uma menina orfã que passa sua infância ao lado de seu avô nos Alpes Suíços. Apesar de ter uma vida simples, é uma criança feliz. Porém, é levada, contra sua vontade, para viver com uma família rica em Frankfurt. Em sua nova casa, Heidi terá que fazer amizade com Klara, uma menina deficiente. Apesar de se tornarem amigas instantaneamente, Heidi tem que voltar para a sua terra natal. Quando Klara tem a chance de visitar sua nova amiga, se envolve com um mundo que antes nem sonhava em conhecer. Em sua nova vida, Klara ganha força e coragem para superar sua paralisia.

17/01, sexta-feira, 11h e 18h – BÉCASSINE, A BABÁ DOS SONHOS
Direção: Philippe Vidal
Duração: 90 min
Classificação indicativa: livre

Conhecido e querido por várias gerações de crianças, o clássico de Pinchon que narra as incríveis aventuras de Bécassine chega às telas em um divertido longa-metragem. Com um quê de Mary Poppins e o carisma de Mr. Bean, Bécassine é a babá que toda criança gostaria de ter! Seu vestido verde com estampas misturadas, avental branco e meias com listras vermelhas podem parecer estranhos, mas a desajeitada babá é um personagem cativante e adorável. Suas aventuras começam quando Bécassine chega a Paris para tomar conta de Charlotte, filha de uma criança que já havia estado sob seus cuidados. Bécassine e Charlotte embarcam em uma fantástica e cômica aventura recheada de canções e passos de dança. Elas saem de Paris em direção a Marselha, passam por Ibiza e Lapland tentando desvendar o misterioso paradeiro do pai de Charlotte, Edmond.

24/01, sexta-feira, 11h e 18h – ASTERIX E CLEÓPATRA
Duração: 90 min
Classificação indicativa: livre

No Egito, Júlio César insulta Cleópatra ao dizer que sua nação está condenada a viver sob o regime de semi-escravidão dos romanos. Decidida a provar que seu povo não está decadente, Cleópatra diz que construirá um magnífico palácio em Alexandria, em apenas 3 meses. Sem saber o que fazer, o engenheiro da obra decide contactar o druida Panoramix, para que ele possa ajudá-lo disponibilizando um pouco da poção mágica que dá força sobrehumana a quem a bebe. Panoramix decide ajudá-lo e envia Asterix e Obelix até o Egito.

31/01, sexta-feira, 11h e 18h – A MENINA E OS LOBOS
Direção: Pierre Antoine Hiroz
Duração: 90 min
Classificação indicativa: livre


Tilly, que tem oito anos de idade e é muito esperta, saiu de Paris para passar férias no parque nacional dirigido pelo tio nas montanhas. Rodeada por pinheiros, cachoeiras e geleiras derretendo, ela descobre um mundo totalmente novo e então... o inesperado! Lobos! As crianças da aldeia saem correndo, assustadas. A tensão é grande e os moradores estão divididos entre a lealdade e a segurança. Matar ou não matar os lobos? Tilly descobre um segredo, não conta para ninguém e, então, temos um final feliz!

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