sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Setembro reúne datas de conscientização e acende alerta para diferentes tipos de câncer do sangue



Leucemias e linfomas devem somar quase 28 mil novos casos no Brasil em 2026; mês também chama atenção para mieloma múltiplo e para a importância da doação de medula óssea

Leucemia, linfoma e mieloma múltiplo têm origens e comportamentos diferentes, mas compartilham uma característica que costuma gerar dúvidas entre os pacientes: são doenças que atingem células do sangue, da medula óssea ou do sistema linfático. Em setembro, uma sequência de datas internacionais dedicadas a esses cânceres abre espaço para falar sobre sintomas, diagnóstico e avanços no tratamento sem colocar doenças tão distintas dentro de uma mesma definição.

O calendário começa em 4 de setembro, Dia Mundial da Leucemia, seguido pelo Dia Mundial do Mieloma Múltiplo, em 5 de setembro. No dia 15, o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas amplia o debate sobre os linfomas de Hodgkin e não Hodgkin. O terceiro sábado do mês é dedicado ao doador de medula óssea.

Os números ajudam a dimensionar esse conjunto de doenças. A estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê 12.220 novos casos de leucemia por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Para o linfoma não Hodgkin, são esperados 12.560 casos anuais, enquanto o linfoma de Hodgkin deve atingir outras 3.070 pessoas por ano. Somadas, essas três estimativas chegam a 27.850 novos diagnósticos anuais.

No Paraná, a projeção para 2026 é de 810 novos casos de leucemia, 890 de linfoma não Hodgkin e 270 de linfoma de Hodgkin, segundo a nova estimativa do INCA. Para o Dr. Johnny Camargo, hematologista e oncologista do IOP - Instituto de Oncologia do Paraná, reunir essas doenças em uma mesma pauta não significa tratá-las como se fossem iguais. “Quando falamos em câncer do sangue, estamos nos referindo a um grupo bastante diverso de doenças. Uma leucemia aguda, um linfoma e um mieloma múltiplo têm características, evolução e tratamentos próprios. Por isso, o primeiro passo é chegar ao diagnóstico preciso. Hoje conseguimos conhecer cada vez melhor as características biológicas dessas doenças e definir tratamentos de forma mais individualizada”, explica.

Sintomas podem parecer comuns


Uma das dificuldades está justamente no fato de que alguns sinais podem ser confundidos com problemas menos graves. Cansaço persistente, palidez, febre, infecções recorrentes, perda de peso sem explicação, suor noturno, sangramentos ou manchas roxas pelo corpo estão entre manifestações possíveis das doenças hematológicas.

No caso das leucemias, a produção de células sanguíneas normais pode ser comprometida pelo acúmulo de células alteradas na medula óssea. Isso ajuda a explicar sintomas como anemia, fadiga, maior suscetibilidade a infecções, sangramentos e aparecimento de manchas roxas. Gânglios aumentados, febre, suor noturno, perda de peso e dores ósseas também podem ocorrer.

Nos linfomas, um dos sinais mais conhecidos é o aumento dos gânglios, popularmente chamados de ínguas, especialmente no pescoço, axilas ou virilha. Febre, suor noturno e emagrecimento sem causa aparente também merecem atenção.

Já o mieloma múltiplo afeta os plasmócitos, células do sistema imunológico produzidas na medula óssea. Dependendo do caso, pode provocar alterações ósseas, anemia, comprometimento renal, aumento do cálcio no sangue e maior vulnerabilidade a infecções.

Nenhum desses sintomas, isoladamente, confirma um câncer. “Uma íngua, um quadro de anemia ou um período de cansaço têm inúmeras explicações possíveis e, na maioria das vezes, não significam câncer. O que merece atenção é a persistência dos sintomas, alterações sem uma causa clara ou a associação de diferentes sinais. Nesses casos, é importante procurar avaliação médica em vez de tentar interpretar os sintomas sozinho”, orienta Dr. Johnny.

Do diagnóstico ao tratamento


Não existe um único exame capaz de diagnosticar todos os cânceres hematológicos. A investigação pode começar com avaliação clínica e exames de sangue e avançar, conforme a suspeita, para exames de imagem, biópsia de linfonodo, estudo da medula óssea e testes moleculares e genéticos.

Essa diferenciação se tornou ainda mais relevante à medida que o tratamento passou a considerar não apenas onde a doença está, mas também suas características celulares e moleculares.

Quimioterapia continua tendo papel importante, mas deixou de representar sozinha o tratamento dos cânceres hematológicos. Dependendo da doença e do perfil do paciente, podem ser utilizados imunoterapia, anticorpos monoclonais, medicamentos de terapia-alvo, radioterapia e transplante de células-tronco hematopoéticas. No caso dos linfomas, por exemplo, o INCA aponta tratamentos que incluem quimioterapia, associação de imunoterapia e quimioterapia e, em determinadas situações, radioterapia.

“Talvez uma das principais mudanças da hematologia oncológica nos últimos anos seja justamente a ampliação das possibilidades terapêuticas. Hoje temos medicamentos capazes de atuar sobre alvos específicos da célula tumoral e estratégias que utilizam o próprio sistema imunológico contra a doença. Isso não significa que exista uma única solução para todos os pacientes, mas que temos mais ferramentas para escolher o tratamento adequado para cada situação”, afirma Dr. Johnny.

Quando o transplante entra no tratamento


Setembro também traz outra discussão diretamente relacionada a algumas doenças hematológicas: a doação de medula óssea. O transplante de células-tronco hematopoéticas pode ser indicado no tratamento de algumas leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e outras doenças. Ele pode ser autólogo, quando são utilizadas células do próprio paciente, ou alogênico, quando as células vêm de um doador.

Quando é necessário um doador, encontrar alguém compatível pode ser um dos pontos mais delicados do processo. Entre irmãos, a chance de compatibilidade é de aproximadamente 30%, segundo o INCA. Quando não há um familiar compatível, a busca pode ser feita no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea, o REDOME.

O Brasil possui um dos maiores registros de doadores do mundo. O Ministério da Saúde informa que o REDOME reúne mais de 5 milhões de cadastros e permite localizar cerca de 70% dos doadores compatíveis necessários aos pacientes brasileiros. Quando a compatibilidade não é encontrada no país, a busca pode alcançar registros internacionais.

“O cadastro como doador tem uma importância que ultrapassa o gesto individual. Para determinados pacientes, encontrar uma pessoa geneticamente compatível pode significar a possibilidade de realizar um tratamento que depende daquele doador. Por isso, além de falar sobre as doenças, setembro também é uma oportunidade de ampliar a informação sobre a doação de medula óssea”, destaca Dr. Johnny.

Mais do que concentrar diferentes cores e datas no calendário, setembro permite colocar em evidência doenças que nem sempre são facilmente compreendidas pela população. Para quem recebe um diagnóstico, entender exatamente qual é o tipo de câncer, suas características e as alternativas disponíveis também faz parte do cuidado.

“Câncer do sangue não é um diagnóstico único. Cada paciente chega com uma doença e uma história próprias. Ter acompanhamento especializado permite compreender essas diferenças e tomar decisões com informação, segurança e acolhimento durante todo o tratamento”, conclui Dr. Johnny Camargo, médico oncologista do IOP.

Fontes oficiais consultadas: Instituto Nacional de Câncer, INCA e Ministério da Saúde. Os números de incidência utilizados são da Estimativa 2026–2028 do INCA, atualizada em fevereiro de 2026.

Sobre o Grupo Med4U:

A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.

O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 31 anos de atuação em 2026, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).

O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.

Para mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site: https://iop.com.br

IOP: Há 31 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.


Mais informações:

Mateus Leme
(41) 3207-9797


Batel
Rua Saldanha Marinho, 1814
(41) 3207-9798


Oncoville
(41) 3099-5800


Hospital São Marcelino Champagnat
(41) 3087-7600

quarta-feira, 24 de junho de 2026

McDonald’s lança “CV de Vida” e propõe novo olhar sobre empregabilidade jovem no Brasil

Plataforma ajuda jovens a identificarem habilidades desenvolvidas na rotina e traduzir essas experiências em competências valorizadas pelo mercado de trabalho


    O McDonald’s anuncia o lançamento do “CV de Vida”, sua nova plataforma voltada à empregabilidade jovem. A iniciativa foi criada para apoiar jovens, especialmente da Geração Z, na construção do primeiro currículo profissional, ajudando-os a reconhecer habilidades desenvolvidas ao longo da vida e transformá-las em competências relevantes para o mercado de trabalho.

    A plataforma nasce a partir de um desafio estrutural do país. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2024, quase um em cada quatro jovens brasileiros entre 18 e 24 anos está fora da escola e do mercado de trabalho, grupo conhecido como “nem-nem”. O Brasil está entre os países com maior proporção de jovens nessa condição, cenário que amplia desigualdades sociais e dificulta o acesso ao primeiro emprego formal.

    Diante desse contexto, o “CV de Vida” propõe um novo olhar sobre experiência e capacitação profissional. A plataforma ajuda jovens a identificarem competências adquiridas em diferentes contextos da vida cotidiana, como na escola, em responsabilidades dentro de casa, em projetos pessoais, atividades comunitárias ou na rotina diária, e traduzirem essas vivências em habilidades valorizadas em processos seletivos, como organização, responsabilidade, comunicação, resiliência e colaboração.

    “A falta de experiência formal não significa falta de preparo. Muitos jovens já desenvolveram competências importantes ao longo da vida, mas ainda não conseguem reconhecer ou comunicar esse potencial em um processo seletivo. O CV de Vida nasce justamente para ajudar nessa tradução, mostrando que experiências cotidianas também podem abrir portas para o primeiro emprego”, afirma Fábio Sant’Anna, Diretor de Pessoas e Cultura da Arcos Dorados no Brasil.

    Além de apoiar a construção do currículo, a iniciativa reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento de jovens e com a ampliação do acesso ao mercado de trabalho formal. Para o McDonald’s, o papel das empresas vai além da abertura de vagas: passa também por contribuir ativamente para a formação e preparação das novas gerações.

    “Como uma empresa formadora de talentos presente em todo o Brasil, acreditamos que também temos a responsabilidade de compartilhar conhecimento e apoiar os jovens nessa jornada. Queremos ajudar a romper o paradoxo da experiência, que muitas vezes impede quem está começando de conquistar a primeira oportunidade. Reconhecer o potencial jovem é uma forma concreta de promover inclusão, desenvolvimento e impacto social”, completa Fábio.


Apoio ao talento jovem no DNA

O McDonald’s tem o compromisso de impulsionar o desenvolvimento do talento jovem e é uma das maiores portas de entrada para o primeiro emprego formal no Brasil. A companhia opera 1.230 restaurantes e gera oportunidades para mais de 70 mil pessoas em todo o país. Desse total, mais de 62% são jovens entre 18 e 24 anos que, em muitos casos, vivenciam na rede sua primeira experiência profissional formal. Em linha com esse compromisso, 88% dos Gerentes de Unidade iniciaram suas trajetórias profissionais na companhia, refletindo uma cultura focada em aprendizado contínuo, capacitação e crescimento interno. O acesso à plataforma é gratuito. Para conhecer e fazer parte da iniciativa, basta acessar o site cvdevida.com.br

Sobre a Arcos Dorados


A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 21 países e territórios dessas regiões. Atualmente, a rede possui 2.500 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários. A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera, com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia por favor visite o nosso site: www.arcosdorados.com/pt/



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Você sofre com dores no frio? Entenda porque seu corpo reclama quando a temperatura cai



Ortopedista explica os reais motivos dessa sensação e como diminuir o desconforto nessa época


Basta os termômetros anunciarem a chegada do frio para muitas pessoas relatarem que o corpo começa a reclamar: dores articulares, musculares e até aquela sensação de que está “tudo travado”. O mais comum é que regiões do pescoço, costas, joelhos e mãos sejam afetadas pelo desconforto.

Quem já convive com doenças como artrose, lesões, doenças reumatológicas ou idosos, costuma perceber essa mudança de forma ainda mais intensa. O médico ortopedista e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dr. Marcos Paulo Sales, diz que essa sensação não é mito, é uma reação esperada nessa época.

“Quando a temperatura cai os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo a circulação em algumas regiões do corpo, principalmente nas extremidades. Além disso, o líquido sinovial, responsável por lubrificar as articulações, pode se tornar mais viscoso em temperaturas mais baixas”, explica.

Esses dois fatores são os pilares da dor e desconforto, principalmente em idosos, que por consequência da idade geralmente apresentam problemas de circulação. No decorrer dos anos, os vasos sanguíneos e linfáticos passam pelo processo de envelhecimento, o que compromete a elasticidade e eficiência deles.

“No frio, os vasos sanguíneos se contraem para manter o calor em seu funcionamento normal. Mas, no caso dos idosos, esse sistema de contração e vasodilatação para manter ou dissipar o calor, não funciona mais tão perfeitamente, pois os vasos vão perdendo a elasticidade”, esclarece o médico.

Outro fator importante é que, no frio, tendemos a nos movimentar menos e a ficar com a postura encolhida. A redução da atividade física favorece a rigidez muscular e articular, o que contribui para o desconforto e a má postura pode aumentar o risco de torcicolos e dores nas costas.


Como aliviar os sintomas

A atividade física, mesmo em dias mais frios, ajuda a aquecer o corpo e melhorar a circulação e os alongamentos aliviam a rigidez muscular. “Também é importante não ficar muito tempo na mesma posição, o que é bastante comum nessa época. O uso de roupas adequadas para ajudar a manter o calor é fundamental, mesmo durante a prática de exercícios”, alerta o ortopedista da UniMAX.

Uma dica simples, que pode fazer a diferença é o velho e bom escalda-pés. Uma bacia com água quente ajuda a aquecer as extremidades e a relaxar a musculatura, trazendo conforto. “Esse recurso pode ser muito interessante, mas deve ser feito sempre com o intuito de aquecer e manter a temperatura, ou seja, quando a pessoa estiver já em casa, ou antes de dormir. Hoje também temos aquecedores e até colchões e cobertores com sistema de aquecimento, que podem trazer bem-estar para idosos e pessoas acamadas”, pontua Sales.

E algo que não se pode esquecer é a hidratação, que também afeta a circulação. Nessa época, aproveitar para incluir na dieta sopas e caldos, pode ser uma boa medida para aumentar a ingestão de líquidos e aquecer o corpo.

Para o ortopedista, o segredo para evitar as dores é a disciplina e pequenos ajustes: “Passar pela estação mais fria do ano com conforto e sem dores exigem estratégias simples que podem ser incluídas em todas as rotinas”, conclui.

Sobre UniFAJ e UniMAX

Com 27 anos de atuação e mais de 10 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo MEC com nota máxima (5). São mais de 50 cursos nas áreas de Saúde, Humanas, Exatas, Tecnologia e Agronegócio, distribuídos entre 8 campi nas cidades de Jaguariúna e Indaiatuba, no interior de São Paulo. A estrutura inclui hospitais veterinários, centros de especialidades médicas, clínicas médicas e laboratórios modernos. O modelo de ensino é baseado em metodologias ativas de aprendizado e os cursos presenciais contam com pelo menos 50% de aulas práticas desde o início, além de certificações intermediárias nas modalidades EAD, extensão, pós-graduação e MBA.


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25/6 Acontece o 3º Mutirão de Empregabilidade e Cidadania no Conjunto José Bonifácio

 


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Dia Internacional da Luta contra a Endometriose

5 sinais de alerta que você não deve ignorar


Considerada uma das principais causas de infertilidade feminina, a doença afeta uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, mas o diagnóstico ainda pode levar anos



Imagem: Magnific

Celebrado em 7 de maio, o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose acende um alerta fundamental sobre essa condição que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. Apesar de ser comum, a doença ainda é cercada de desinformação, o que faz com que muitas pacientes convivam com dores incapacitantes por anos até receberem o diagnóstico correto.

A endometriose ocorre quando o endométrio – tecido que reveste o interior do útero – cresce fora do órgão, atingindo regiões como ovários, trompas, intestino e bexiga. Esse processo gera uma inflamação crônica que, além de comprometer severamente a qualidade de vida, é uma das principais causas de infertilidade feminina.

“O ambiente inflamatório gerado pela doença pode prejudicar a qualidade dos óvulos e dificultar a implantação do embrião no útero. A endometriose também pode criar cicatrizes internas, que obstruem as trompas, ou atingir os ovários, formando cistos. Neste caso, tanto a própria doença quanto as cirurgias necessárias para removê-la levam à diminuição da quantidade de óvulos disponíveis”, explica Dra. Alessandra Evangelista, ginecologista especializada em Reprodução Humana da Clínica Vida (RJ), que integra o Fertgroup – maior grupo de reprodução assistida do país.


Para ajudar a identificar o problema precocemente, a especialista elenca os 5 principais sinais de alerta da endometriose:

1. Cólicas menstruais intensas

A dor da endometriose é progressiva e incapacitante. Ela impede a mulher de realizar suas atividades diárias e pode piorar com o passar dos anos.

2. Dor profunda durante a relação sexual

Muitas pacientes relatam uma dor no "fundo da pelve" durante a penetração. Isso ocorre devido à inflamação e às aderências causadas pela doença em estruturas próximas ao canal vaginal e ao colo do útero.

3. Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual

Se ir ao banheiro durante a menstruação for sinônimo de dor, é preciso investigar. O sangramento nas fezes ou na urina, acompanhado de dor ao evacuar ou urinar, pode indicar que focos de endometriose atingiram o intestino ou a bexiga.

4. Dor pélvica crônica

Em estágios mais avançados, a dor deixa de ser exclusiva do período menstrual e passa a ser constante. É uma dor na região do baixo ventre que se mantém presente na maior parte do mês, afetando diretamente a saúde mental e física da mulher.

5. Dificuldade para engravidar (infertilidade)

Muitas mulheres só descobrem a endometriose quando tentam engravidar e não conseguem. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de 30% a 50% das mulheres com a doença enfrentam a infertilidade.


É possível ser mãe!


O diagnóstico de endometriose não significa o fim do sonho da maternidade. A medicina reprodutiva moderna oferece diversos caminhos para possibilitar a gravidez e proteger a saúde da mulher. Para as pacientes que têm a doença, mas não planejam engravidar no momento, o congelamento de óvulos surge como indicação preventiva. "Ele funciona como uma excelente opção e, mesmo que a doença progrida ou exija cirurgias que afetem a reserva ovariana, com a quantidade de óvulos disponíveis, essa mulher terá a chance de planejar sua maternidade no futuro", esclarece Dra. Alessandra.

Já para aquelas que desejam engravidar imediatamente e enfrentam dificuldades, os tratamentos disponíveis incluem:Fertilização in Vitro (FIV): É o tratamento mais eficaz, pois o encontro do óvulo com o espermatozoide é feito em laboratório, "pulando" as barreiras anatômicas e inflamatórias que a endometriose causa na pelve.
Cirurgia especializada (laparoscopia): Em alguns casos, remover as lesões de endometriose pode restaurar a anatomia e aliviar o ambiente inflamatório, facilitando a gravidez natural ou melhorando as taxas de sucesso de uma futura FIV.
Inseminação artificial: Pode ser recomendada apenas em casos de endometriose muito leve, onde as trompas não foram afetadas pela doença.

Quando buscar ajuda?

Ao identificar um ou mais dos sintomas de alerta, o primeiro passo é buscar um ginecologista. O diagnóstico inicial é clínico, baseado no histórico da paciente, e pode ser confirmado por exames de imagem especializados, como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética da pelve.

Embora a endometriose seja uma condição crônica, o acompanhamento médico adequado e os tratamentos personalizados permitem controlar a progressão da doença, devolver a qualidade de vida e, principalmente, proteger a capacidade reprodutiva da mulher.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre


O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de homicídios dolosos e latrocínios dos últimos dez anos para o período de janeiro a março. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta quinta-feira (30), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Os homicídios dolosos saíram de 12.719 em 2016 para 7.289 em 2026, o que representa uma redução de 42,7%. Já os latrocínios (roubo seguido de morte) caíram de 591 em 2016 para 160 em 2026, uma redução de 72,9%. A análise da série histórica dos últimos dez anos reforça que os números atuais representam o melhor resultado da década para o primeiro trimestre, consolidando um cenário de diminuição consistente dos crimes letais no país.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os resultados refletem uma mudança na forma de atuação do Estado no enfrentamento à criminalidade. "Os dados mostram que o Brasil não está apenas reduzindo a violência, mas mudando a forma de enfrentá-la. Hoje, trabalhamos com integração entre as forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o país. Isso permite não só prender mais, mas prevenir crimes e salvar vidas", afirmou.

De acordo com o levantamento, os homicídios dolosos apresentaram redução de 25% na comparação entre 2022 e 2026, passando de 9.714 para 7.289 casos. Já os latrocínios (roubos seguidos de morte) tiveram queda ainda mais expressiva, de 48,1%, saindo de 308 registros em 2022 para 160 em 2026.


ATUAÇÃO DO ESTADO - Além da redução da violência, os dados também evidenciam o fortalecimento da atuação do Estado. O número de mandados de prisão cumpridos aumentou 37,1% no mesmo período, passando de 53.212 em 2022 para 72.965 em 2026, indicando maior capacidade de investigação, identificação e responsabilização de criminosos.

REDUÇÃO - Outro dado relevante é a comparação entre os períodos de 2019 a 2022 e de 2023 a 2026. Nesse recorte, os homicídios dolosos caíram 16,2%, passando de 41.485 para 34.758 casos, o que demonstra a continuidade da tendência de redução da violência letal aliada a uma atuação mais estruturada e baseada em inteligência.

Segundo o ministro, a estratégia nacional tem priorizado a integração entre União e estados, o uso de dados para orientar operações e o enfrentamento às estruturas econômicas do crime, especialmente no combate à receptação e aos crimes patrimoniais que financiam organizações criminosas.

A queda dos homicídios acompanha a ampliação do investimento federal em segurança pública — o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) saltou de R$ 970,7 milhões no biênio 2021–2022 para R$ 1,76 bilhão em 2023–2024, alta de 80,9%, com recursos aplicados em equipamentos, tecnologia, perícia, formação policial e integração entre as forças.

"Mais investimento aliado à integração entre União e estados tem impacto direto na redução da violência. Com estruturas mais modernas e atuação coordenada, as forças de segurança conseguem agir com mais precisão e eficiência", afirmou o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Fundação Bunge oferece curso gratuito de panificação e confeitaria em São Paulo com conexão direta ao mercado de trabalho



Com 20 vagas abertas e aulas de março a julho de 2026, participantes concluem a capacitação com ofertas reais de empregos para início imediato

A Fundação Bunge está com inscrições abertas para o curso gratuito De Grão em Pão, voltado à formação profissional em panificação e confeitaria, na cidade de São Paulo (SP). São 20 vagas oferecidas e, após o término da formação, os alunos serão conectados a oportunidades de emprego formal, em regime CLT, em padarias da capital, com salários compatíveis com o mercado. As inscrições podem ser feitas neste link até 23 de fevereiro.

Ministrada em parceria com o Senai, a capacitação tem quatro meses de duração e é direcionada a pessoas a partir de 18 anos em situação de vulnerabilidade social. Para participar das atividades, todos os selecionados receberão uniforme, material didático e bolsa auxílio. As aulas acontecem de terça a sexta-feira, das 13h às 17h, no Senai Barra Funda. Além de São Paulo (SP), a Fundação Bunge oferece o curso no Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG), totalizando 140 vagas por semestre.

Durante o curso, os alunos terão aulas teóricas e práticas em panificação e confeitaria, além de uma formação voltada ao desenvolvimento socioemocional e ao planejamento profissional, oferecida pela Fundação Wadhwani. Também terão acesso a uma trilha de empreendedorismo em parceria com o Sebrae, caso desejem desenvolver o próprio negócio.

Dados do Euromonitor International mostram que o pão é uma paixão nacional, sendo que cada pessoa consome em média 29,3 kg anualmente. Além disso, o Brasil é o maior mercado de padarias do mundo, com mais de 70 mil estabelecimentos, que movimentam US$ 5,12 bilhões por ano. Ainda assim, o setor de panificação enfrenta desafios relacionados à mão de obra: apesar de ter registrado 1,3 milhão de admissões em 2024, existe um déficit de aproximadamente 140 mil vagas abertas apenas em padarias.

“O De Grão em Pão aproxima pessoas em situação de vulnerabilidade a um setor que cresce e carece de profissionais qualificados. A formação vai além da técnica, preparando os alunos para o mercado de trabalho e contribuindo para a construção de carreiras mais sustentáveis”, destaca Cláudia Buzzette Calais, diretora-executiva da Fundação Bunge.

São parceiros do De Grão em Pão: Academia Bunge, Senai, Harald Chocolates, Fundação Wadhwani, Sebrae, Sindicato dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sampapão), Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado de Pernambuco, Associação dos Industriais de Panificação de Pernambuco, Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Município do Rio de Janeiro (Rio+Pão), Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) e Sindicato das Indústrias de Alimentação de Brasília (SIAB).


SERVIÇO:

De Grão em Pão - São Paulo
Período de inscrições: 02 a 23 de fevereiro
Link: aqui
Início das aulas: 24 de março
Horário das aulas: de terça a sexta-feira, das 13h às 17h
Local: Senai Barra Funda (Rua Tagipuru, 242 – Barra Funda, São Paulo/SP).


Sobre a Fundação Bunge

A Fundação Bunge, entidade social da Bunge no Brasil, há 70 anos atua para gerar impactos positivos na sociedade em territórios e setores estratégicos para a Bunge, fomentando a diversidade com promoção dos direitos humanos por meio da inclusão produtiva e do estímulo à economia de baixo carbono, estimulando a ciência e a preservação da memória. A Fundação é o pilar social da Bunge, líder mundial no processamento de sementes oleaginosas e na produção e fornecimento de óleos e gorduras vegetais especiais, que tem como propósito conectar agricultores a consumidores para fornecer alimentos, nutrição animal e combustíveis essenciais para o mundo. Site: fundacaobunge.org.br

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