quarta-feira, 6 de maio de 2026

Dia Internacional da Luta contra a Endometriose

5 sinais de alerta que você não deve ignorar


Considerada uma das principais causas de infertilidade feminina, a doença afeta uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, mas o diagnóstico ainda pode levar anos



Imagem: Magnific

Celebrado em 7 de maio, o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose acende um alerta fundamental sobre essa condição que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo. Apesar de ser comum, a doença ainda é cercada de desinformação, o que faz com que muitas pacientes convivam com dores incapacitantes por anos até receberem o diagnóstico correto.

A endometriose ocorre quando o endométrio – tecido que reveste o interior do útero – cresce fora do órgão, atingindo regiões como ovários, trompas, intestino e bexiga. Esse processo gera uma inflamação crônica que, além de comprometer severamente a qualidade de vida, é uma das principais causas de infertilidade feminina.

“O ambiente inflamatório gerado pela doença pode prejudicar a qualidade dos óvulos e dificultar a implantação do embrião no útero. A endometriose também pode criar cicatrizes internas, que obstruem as trompas, ou atingir os ovários, formando cistos. Neste caso, tanto a própria doença quanto as cirurgias necessárias para removê-la levam à diminuição da quantidade de óvulos disponíveis”, explica Dra. Alessandra Evangelista, ginecologista especializada em Reprodução Humana da Clínica Vida (RJ), que integra o Fertgroup – maior grupo de reprodução assistida do país.


Para ajudar a identificar o problema precocemente, a especialista elenca os 5 principais sinais de alerta da endometriose:

1. Cólicas menstruais intensas

A dor da endometriose é progressiva e incapacitante. Ela impede a mulher de realizar suas atividades diárias e pode piorar com o passar dos anos.

2. Dor profunda durante a relação sexual

Muitas pacientes relatam uma dor no "fundo da pelve" durante a penetração. Isso ocorre devido à inflamação e às aderências causadas pela doença em estruturas próximas ao canal vaginal e ao colo do útero.

3. Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual

Se ir ao banheiro durante a menstruação for sinônimo de dor, é preciso investigar. O sangramento nas fezes ou na urina, acompanhado de dor ao evacuar ou urinar, pode indicar que focos de endometriose atingiram o intestino ou a bexiga.

4. Dor pélvica crônica

Em estágios mais avançados, a dor deixa de ser exclusiva do período menstrual e passa a ser constante. É uma dor na região do baixo ventre que se mantém presente na maior parte do mês, afetando diretamente a saúde mental e física da mulher.

5. Dificuldade para engravidar (infertilidade)

Muitas mulheres só descobrem a endometriose quando tentam engravidar e não conseguem. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), cerca de 30% a 50% das mulheres com a doença enfrentam a infertilidade.


É possível ser mãe!


O diagnóstico de endometriose não significa o fim do sonho da maternidade. A medicina reprodutiva moderna oferece diversos caminhos para possibilitar a gravidez e proteger a saúde da mulher. Para as pacientes que têm a doença, mas não planejam engravidar no momento, o congelamento de óvulos surge como indicação preventiva. "Ele funciona como uma excelente opção e, mesmo que a doença progrida ou exija cirurgias que afetem a reserva ovariana, com a quantidade de óvulos disponíveis, essa mulher terá a chance de planejar sua maternidade no futuro", esclarece Dra. Alessandra.

Já para aquelas que desejam engravidar imediatamente e enfrentam dificuldades, os tratamentos disponíveis incluem:Fertilização in Vitro (FIV): É o tratamento mais eficaz, pois o encontro do óvulo com o espermatozoide é feito em laboratório, "pulando" as barreiras anatômicas e inflamatórias que a endometriose causa na pelve.
Cirurgia especializada (laparoscopia): Em alguns casos, remover as lesões de endometriose pode restaurar a anatomia e aliviar o ambiente inflamatório, facilitando a gravidez natural ou melhorando as taxas de sucesso de uma futura FIV.
Inseminação artificial: Pode ser recomendada apenas em casos de endometriose muito leve, onde as trompas não foram afetadas pela doença.

Quando buscar ajuda?

Ao identificar um ou mais dos sintomas de alerta, o primeiro passo é buscar um ginecologista. O diagnóstico inicial é clínico, baseado no histórico da paciente, e pode ser confirmado por exames de imagem especializados, como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética da pelve.

Embora a endometriose seja uma condição crônica, o acompanhamento médico adequado e os tratamentos personalizados permitem controlar a progressão da doença, devolver a qualidade de vida e, principalmente, proteger a capacidade reprodutiva da mulher.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Brasil registra menor número de homicídios e latrocínios da década no primeiro trimestre


O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2026, o menor número de homicídios dolosos e latrocínios dos últimos dez anos para o período de janeiro a março. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) nesta quinta-feira (30), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Os homicídios dolosos saíram de 12.719 em 2016 para 7.289 em 2026, o que representa uma redução de 42,7%. Já os latrocínios (roubo seguido de morte) caíram de 591 em 2016 para 160 em 2026, uma redução de 72,9%. A análise da série histórica dos últimos dez anos reforça que os números atuais representam o melhor resultado da década para o primeiro trimestre, consolidando um cenário de diminuição consistente dos crimes letais no país.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os resultados refletem uma mudança na forma de atuação do Estado no enfrentamento à criminalidade. "Os dados mostram que o Brasil não está apenas reduzindo a violência, mas mudando a forma de enfrentá-la. Hoje, trabalhamos com integração entre as forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o país. Isso permite não só prender mais, mas prevenir crimes e salvar vidas", afirmou.

De acordo com o levantamento, os homicídios dolosos apresentaram redução de 25% na comparação entre 2022 e 2026, passando de 9.714 para 7.289 casos. Já os latrocínios (roubos seguidos de morte) tiveram queda ainda mais expressiva, de 48,1%, saindo de 308 registros em 2022 para 160 em 2026.


ATUAÇÃO DO ESTADO - Além da redução da violência, os dados também evidenciam o fortalecimento da atuação do Estado. O número de mandados de prisão cumpridos aumentou 37,1% no mesmo período, passando de 53.212 em 2022 para 72.965 em 2026, indicando maior capacidade de investigação, identificação e responsabilização de criminosos.

REDUÇÃO - Outro dado relevante é a comparação entre os períodos de 2019 a 2022 e de 2023 a 2026. Nesse recorte, os homicídios dolosos caíram 16,2%, passando de 41.485 para 34.758 casos, o que demonstra a continuidade da tendência de redução da violência letal aliada a uma atuação mais estruturada e baseada em inteligência.

Segundo o ministro, a estratégia nacional tem priorizado a integração entre União e estados, o uso de dados para orientar operações e o enfrentamento às estruturas econômicas do crime, especialmente no combate à receptação e aos crimes patrimoniais que financiam organizações criminosas.

A queda dos homicídios acompanha a ampliação do investimento federal em segurança pública — o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) saltou de R$ 970,7 milhões no biênio 2021–2022 para R$ 1,76 bilhão em 2023–2024, alta de 80,9%, com recursos aplicados em equipamentos, tecnologia, perícia, formação policial e integração entre as forças.

"Mais investimento aliado à integração entre União e estados tem impacto direto na redução da violência. Com estruturas mais modernas e atuação coordenada, as forças de segurança conseguem agir com mais precisão e eficiência", afirmou o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Fundação Bunge oferece curso gratuito de panificação e confeitaria em São Paulo com conexão direta ao mercado de trabalho



Com 20 vagas abertas e aulas de março a julho de 2026, participantes concluem a capacitação com ofertas reais de empregos para início imediato

A Fundação Bunge está com inscrições abertas para o curso gratuito De Grão em Pão, voltado à formação profissional em panificação e confeitaria, na cidade de São Paulo (SP). São 20 vagas oferecidas e, após o término da formação, os alunos serão conectados a oportunidades de emprego formal, em regime CLT, em padarias da capital, com salários compatíveis com o mercado. As inscrições podem ser feitas neste link até 23 de fevereiro.

Ministrada em parceria com o Senai, a capacitação tem quatro meses de duração e é direcionada a pessoas a partir de 18 anos em situação de vulnerabilidade social. Para participar das atividades, todos os selecionados receberão uniforme, material didático e bolsa auxílio. As aulas acontecem de terça a sexta-feira, das 13h às 17h, no Senai Barra Funda. Além de São Paulo (SP), a Fundação Bunge oferece o curso no Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG), totalizando 140 vagas por semestre.

Durante o curso, os alunos terão aulas teóricas e práticas em panificação e confeitaria, além de uma formação voltada ao desenvolvimento socioemocional e ao planejamento profissional, oferecida pela Fundação Wadhwani. Também terão acesso a uma trilha de empreendedorismo em parceria com o Sebrae, caso desejem desenvolver o próprio negócio.

Dados do Euromonitor International mostram que o pão é uma paixão nacional, sendo que cada pessoa consome em média 29,3 kg anualmente. Além disso, o Brasil é o maior mercado de padarias do mundo, com mais de 70 mil estabelecimentos, que movimentam US$ 5,12 bilhões por ano. Ainda assim, o setor de panificação enfrenta desafios relacionados à mão de obra: apesar de ter registrado 1,3 milhão de admissões em 2024, existe um déficit de aproximadamente 140 mil vagas abertas apenas em padarias.

“O De Grão em Pão aproxima pessoas em situação de vulnerabilidade a um setor que cresce e carece de profissionais qualificados. A formação vai além da técnica, preparando os alunos para o mercado de trabalho e contribuindo para a construção de carreiras mais sustentáveis”, destaca Cláudia Buzzette Calais, diretora-executiva da Fundação Bunge.

São parceiros do De Grão em Pão: Academia Bunge, Senai, Harald Chocolates, Fundação Wadhwani, Sebrae, Sindicato dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sampapão), Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado de Pernambuco, Associação dos Industriais de Panificação de Pernambuco, Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Município do Rio de Janeiro (Rio+Pão), Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) e Sindicato das Indústrias de Alimentação de Brasília (SIAB).


SERVIÇO:

De Grão em Pão - São Paulo
Período de inscrições: 02 a 23 de fevereiro
Link: aqui
Início das aulas: 24 de março
Horário das aulas: de terça a sexta-feira, das 13h às 17h
Local: Senai Barra Funda (Rua Tagipuru, 242 – Barra Funda, São Paulo/SP).


Sobre a Fundação Bunge

A Fundação Bunge, entidade social da Bunge no Brasil, há 70 anos atua para gerar impactos positivos na sociedade em territórios e setores estratégicos para a Bunge, fomentando a diversidade com promoção dos direitos humanos por meio da inclusão produtiva e do estímulo à economia de baixo carbono, estimulando a ciência e a preservação da memória. A Fundação é o pilar social da Bunge, líder mundial no processamento de sementes oleaginosas e na produção e fornecimento de óleos e gorduras vegetais especiais, que tem como propósito conectar agricultores a consumidores para fornecer alimentos, nutrição animal e combustíveis essenciais para o mundo. Site: fundacaobunge.org.br

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