sábado, 5 de setembro de 2020

Ex-ministro da agricultura defende securitização de dívidas rurais



“Os produtores rurais têm toda e absoluta razão de defender uma securitização”, diz o ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli

Enquanto a pandemia instalada implode a economia e exige grande jogo de cintura dos governantes corre em paralelo a construção de um cenário sombrio para o carro-chefe da economia nacional: o agronegócio.

O período das chuvas se aproxima e com ele a oportunidade de realizar a melhor safra da história seria, naturalmente, um grande motivo de comemoração dos produtores rurais. Contudo, é uma realidade restrita aos grandes conglomerados exportadores de alimentos.

O endividamento rural está derrubando sonhos e planejamentos, instalando uma série de obstáculos alheios ao sucesso da colheita. E há olhos muito importantes, verdadeiras referências históricas, atentos a essa conjuntura.

Eles pertencem a Alysson Paulinelli, engenheiro agrônomo, ex-ministro da Agricultura e um dos fundadores da Embrapa no final dos anos 60. Para ele, as dívidas são consequência de “um erro que vem sendo alimentado por vários governos há décadas”.

Falta seguro rural

“O Brasil é o único grande produtor agrícola do mundo que ainda não tem seguro rural. Isso é uma distorção sem precedentes e responsável por tudo que assistimos de mazelas”, explica o ex-ministro.

“Veja que em 1974 nós criamos o Proagro a pedido das empresas de seguro, já que elas não tinham nenhuma informação sobre a agricultura brasileira, na época, uma importadora. Na verdade, elas queriam dados que as norteassem na formulação de produtos para o setor”, lembra.

Segundo o ex-ministro, foram cinco anos de trabalho com “muita má vontade do setor financeiro. Tanta que, ao final, todo o relatório foi deletado e só restou mesmo a legislação criada”.

Assim, o Proagro tornou-se o que é hoje, uma ferramenta acessível somente a alguns poucos produtores pequenos com recursos garantidos pelo próprio governo federal.

Isso causou a uma séria distorção conjuntural, já que para os médios e grandes produtores ainda não existe uma forma de assegurar a produção, levando todo o sistema a inúmeros resultados negativos.

“Vimos tudo o que aconteceu recentemente no Sul e até no Centro-Oeste do País, em função de uma seca severa que trouxe um endividamento descomunal, para quem já estava bastante endividado”, ilustra Paulinelli.

Iniciativa privada na ponta da lança

“Pior é que os bancos não perdoam, cobrando juros muito caros e aumentando demasiadamente a dívida. E isso precisa ser evitado. Logo, os produtores rurais têm toda e absoluta razão de defender uma securitização, já como forma de contornar o erro estrutural provocado pela falta de um seguro para a produção”, reforça o fundador da Embrapa.

O seguro atual alcança apenas 9% do setor. Para o agrônomo e ex-ministro, “se ele fosse democrático, as taxas seriam muito mais plausíveis e todo o sistema muito mais saudável, por todos os lados. Os riscos inerentes seriam barateados e a crescente aquisição e desenvolvimento tecnológico seriam minimizados com o passar do tempo”.

Paulinelli entende que o esforço atual do Governo é grande em assegurar com pouco mais de 1 bilhão de reais a produção, uma vez que falta dinheiro, em função da atual crise.

Mas ele estima que seriam necessários mais de 14 bilhões para proteger toda a produção e que já passou da hora da iniciativa privada, por meio das grandes empresas que atuam na comercialização da produção agrícola e dos bancos que oferecem crédito, aportarem os recursos necessários.

“Todos eles conseguem se defender fazendo um colchão de amortecimento para riscos, operando com taxas muito caras. Tem banco, inclusive oficial, que cobrou até 30% a mais somente para sair do risco. Isso é um absurdo e um terreno muito perigoso. Tais recursos seriam quase que suficientes para assegurar toda a produção”, conclui.

Dívida rural pode chegar a R$ 700 bilhões

O endividamento do setor rural se mostra crescente e impiedoso frente à capacidade dos produtores em honrar seus compromissos, como créditos contraídos para custeio e investimentos.

Em função de intempéries, deformidades de mercado e tropeços da macroeconomia, as constantes operações realizadas tipo “Mata-Mata” (quando se cobre empréstimos com mais empréstimos de juros maiores), têm mascarado os números de produtores rurais inadimplentes junto aos Bancos.

Conforme números fornecidos pelo BACEN (mar/2020), a dívida do setor de Agronegócio, consolidada junto aos Bancos é da ordem de 321 bilhões de reais.

“As ferramentas que o governo acredita ter sido suficientes para dar fôlego ao produtor, como as resoluções do Banco Central e circulares do BNDES, não são implementadas pelos bancos, deixando os produtores à deriva”, queixa-se Adilson Érida Borges, que possui fazenda no estado do Mato Grosso.

Já, em levantamento junto às 60 maiores tradings que atuam na comercialização de insumos, o endividamento ultrapassa R$ 173 bilhões.

Tais montantes somados aos demais, gerados pelas cooperativas de insumos (cerca de R$ 55 bilhões) e empréstimos em bancos internacionais (ACC voltados para o Agronegócio), eleva o montante para algo entre R$ 600 e 700 bilhões.
A Agricultura Familiar responde por 8% no endividamento enquanto a Empresarial – mais tecnificada e voltada à alta produtividade das lavouras – carrega 92% do passivo.

Securitização é a saída

Considerando que o Agronegócio Brasileiro possui receita de cerca de R$ 1,6 trilhão, esse endividamento é pouco menos da metade do que anualmente o setor que responde por 21% do PIB gera, e, portanto, passível de quitação.

“A saída mais sensata para o problema é a securitização das dívidas dos produtores rurais, assim como aconteceu em 1995”, sugere Jeferson Rocha, agricultor e diretor jurídico da Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra), uma das entidades que defendem a securitização.

Desta forma, os débitos seriam renegociados de 20 a 30 anos, com juros anuais abaixo de 4%, como prevê a Lei de Crédito Agrícola, que é constantemente desrespeitada por bancos e tradings.
Para conhecer os setores mais endividados, siga @salveoagro no Instagram e Facebook. O grupo é formado por produtores rurais de todo o Brasil que buscam o desenvolvimento sustentável do setor. Há materiais completos.


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1º Conbrade: Uso de fake news demanda maior velocidade nas decisões da justiça eleitoral




1º Conbrade

Uso de fake news demanda maior velocidade nas decisões da justiça eleitoral

O prazo médio de cinco dias da Justiça Eleitoral para o julgamento de uma ação de direito de resposta não é suficiente para reduzir os danos de uma fake news para uma candidatura política. Foi o que afirmou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU), ex-ministro do TSE e atual vice-presidente da Invest SP, Torquato Jardim, em sua fala na videoconferência Fake News. O evento fechou a programação de 18 encontros virtuais do 1º Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral (Conbrade), nessa quinta-feira, 3 de setembro.

“Aconselho responder aos ataques prontamente, nos espaços do candidato enquanto se aguarda a resposta do juiz eleitoral, que pode, inclusive, ser negativa. Esperar apenas o prazo regulamentar da justiça pode causar danos irreversíveis para a candidatura, já que a capilaridade dessas informações, nas redes sociais, é instantânea”, reafirmou.

Em sua fala, ele também definiu o impulsionamento de conteúdo como um desafio imenso para a justiça eleitoral a quem cabe o desafio constitucional de flexibilizar o contraditório, como faceta substantiva do devido processo. Nesse sentido, há que se exercitar o equilíbrio na concessão de liminares, para que sejam resguardadas as liberdades de expressão e de imprensa e do voto esclarecido. “Como fica a opinião pública devidamente informada e não manipulada para ter um voto autêntico?”, provocou.

Torquato Jardim destacou, ainda, que a veiculação de conteúdos de desinformação em massa representam um risco para o sistema eleitoral. “Resistir ao preconceito e à falsidade exige atenção e esforço. Impressionante como pessoas ilustradas, que deveriam ter uma postura crítica, fazem uma repetição acrítica e imediata de qualquer coisa que recebem pelas mídias sociais. A notícia que reforça o preconceito é fácil de consumir e engraçada de compartilhar e, com isso, o indivíduo faz fake news”, lamentou.

Financiamento

O fenômeno mundial das fake news é bem mais complexo que o compartilhamento interpessoal ou em grupos das redes sociais, desse material fraudulento e/ou desonesto. Segundo a advogada e pesquisadora Samara Castro, que milita nas áreas eleitoral, partidária e de privacidade e proteção de dados e também é membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-RJ, o financiamento da desinformação ainda é um problema que não foi resolvido porque os poderes Legislativo e Judiciário ainda não têm uma compreensão clara desse sistema de produção e compartilhamento direcionado de mensagens, a partir da gestão de dados dos eleitores.

“Quem paga e quem lucra com a desinformação? A desinformação financiada corrompe todo o sistema eleitoral. Em todo o mundo, instituições democráticas estão abaladas por uma onda de extremismo na qual a política se tornou uma briga de quem fala mais alto e não uma discussão de ideias. A grande novidade é a resposta do público, que tem conexão emocional com esse tipo de conteúdo que, compartilhado, torna a verdade cada vez mais subjetiva e cria um clima de desconfiança nas pessoas e instituições, enquanto fortalece a ideia de que opinião é fato”, denunciou.

O advogado, professor da Universidade Mackenzie e doutor em Direito Constitucional e estudioso do tema, Diogo Rais, afirma que o desafio de combater a desinformação é grande porque trata-se de um sistema fragmentado e difuso que se espalha rapidamente e traz uma série de complicações para a vida humana.

“Por que a gente espera a solução de um lugar só? A quantidade e a variedade de ações que poderiam ajudar a combater esse desafio podem ser agrupadas nos eixos da educação midiática, medidas preventivas de instituições e pessoas públicas que podem publicar conteúdos próprios que podem ser confrontados com notícias maliciosas e também com a criação de direito e repressão das empresas”, destacou.

No entanto, adverte Rais que as eleições de 2020 oferecem um risco a mais para os candidatos, já que as agências de checagem têm foco nas personalidades de alcance nacional e possivelmente não trabalharão em pequenas localidades, o que vai demandar uma postura estratégica dos advogados das campanhas, no sentido de atuar na gestão desse grande risco chamado desinformação, para reduzir ao máximo os danos.

Conbrade

Realizado entre os dias 7 de julho e 3 de setembro, por meio de 18 encontros virtuais, o 1º Conbrade é uma iniciativa da Associação Mineira de Defesa dos Direitos do Advogado - Artigo Sétimo, com apoio institucional da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).

As videoconferências estão disponíveis no site www.conbrade.com.br por tempo determinado. 
Para conferir, basta acessar e cadastrar-se como participante.


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quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Presidente assinou MP que garante mais recursos para micro e pequenas empresas


Uma das medidas garantiu um aporte adicional de R$ 12 bilhões para as MPE e portaria do Ministério da Economia prorrogou até novembro o prazo para operações de crédito por meio do Pronampe
O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (19), as Medidas Provisórias que facilitam o acesso a crédito para os pequenos negócios. Entre elas está a MP 944/20 (PLV 20), que possibilita o aporte adicional de R$ 12 bilhões ao Fundo de Garantia Adicional de Operações (FGO). Nesta data, ainda, a Portaria nº 19.492, de 18/08/2020, publicada pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, prorrogou até novembro, deste ano, o prazo para que as instituições financeiras formalizem operações de crédito pelo Pronampe que beneficiará os pequenos negócios.

Outra Medida Provisória sancionada em PLV (MPV 975) cria a linha de empréstimo por meio de maquininhas de cartão, permitindo um arranjo de recebíveis ao MEI, microempresas e empresas de pequeno porte.

“As medidas provisórias vão nos ajudar na normalização dos empregos”, afirmou Bolsonaro. Segundo ele, antes da crise causada pelo coronavírus a economia do país estava no caminho certo com os vários programas adotados pela União para enfrentar as dificuldades que poderiam ser causadas pela doença. As duas MPs assinadas pelo Palácio do Planalto fazem parte do Programa Especial de Suporte ao Emprego, criado durante a pandemia.

“A medida do governo tem um caráter extremamente relevante para os pequenos negócios, pois o Pronampe é uma linha especial de crédito que, devido à grande procura por parte das microempresas e empresas de pequeno porte, teve seus recursos iniciais (R$ 15,9 bilhões) esgotados com bastante rapidez”, diz o presidente do Sebrae, Carlos Melles. “Pesquisas do Sebrae mostram que os pequenos negócios ainda enfrentam grandes obstáculos na obtenção de empréstimos. Por isso, a alocação de mais R$ 12 bilhões tornou-se crucial para as micro e pequenas empresas”, ressaltou.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo está ajustando novas medidas para fortalecer o financiamento para os pequenos negócios ainda em 2020. “Em três ou quatro meses as micro e pequenas empresas terão mais crédito e isso tudo está ajudando a empurrar a economia”, afirmou Guedes, ressaltando que alguns setores têm apontado para uma retomada do crescimento, como o segmento da construção civil. “Houve uma queda forte, mas o país está voltando à normalidade”, ressaltou o ministro.

O Pronampe, criado pela Lei nº 13.999, em maio deste ano, teve como finalidade auxiliar os pequenos negócios durante a pandemia do coronavírus. As operações de crédito estariam permitidas até o dia 19 de agosto, mas além da prorrogação por mais três meses pela Portaria citada, a MP 944 sancionada viabilizou o aumento dos valores do FGO para R$ 12 bilhões. Por meio do fundo, o governo dá garantia aos pequenos negócios para negociarem crédito com instituições financeiras credenciadas.


 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Infectologista da Unicid alerta sobre a importância da vacinação contra o sarampo




Dr. Alexandre Piva Sobrinho diz que assim como a Covid-19, sarampo é uma doença altamente contagiosa e faz do Brasil o terceiro país com o maior número de casos no mundo, atrás apenas das Filipinas e da Ucrânia

Ministério da Saúde realiza até o dia 31 de agosto, a 4ª etapa da Campanha de Vacinação Contra o Sarampo, que tem como público-prioritário, pessoas de 20 a 49 anos

São Paulo, 13 de agosto de 2020 – O infectologista Dr. Alexandre Piva Sobrinho, docente do curso de Medicina da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, alerta sobre a importância da vacinação contra o sarampo, doença infecciosa aguda, causada por um vírus, que pode resultar em complicações de saúde e, em casos mais graves, levar à morte.

A doença que estava erradicada no Brasil até 2016, teve uma crescente nos últimos anos, principalmente a partir de 2018, e faz o País ocupar atualmente o terceiro lugar em número de casos confirmados no mundo, atrás apenas das Filipinas e da Ucrânia. Em 2019, o Brasil teve mais de 18 mil casos confirmados em 516 municípios e em 23 estados da Federação. Apenas em São Paulo, o número de casos confirmados no mesmo período foi de 16 mil.

“Esse aumento significativo do sarampo se dá por muitos motivos, sobretudo devido à falta de cobertura vacinal no território nacional aliado à uma alta transmissibilidade da doença, principalmente em crianças menores de cinco anos. Assim como a Covid-19, o sarampo precisa de atenção. Atualmente, o baixo índice de vacinação é explicado, em parte, pelo medo de as pessoas, saírem às ruas por conta do novo coronavírus. É importante se prevenir contra o sarampo, haja vista que ele também traz prejuízos à saúde”, avalia Piva.

O especialista e docente da Unicid, aponta que os principais sintomas do sarampo são: febre alta, acima de 38,5º, cefaleia, manchas avermelhadas pelo corpo, que geralmente começam pelo rosto e atrás das orelhas, além de tosse, coriza e conjuntivite, inflamação das mucosas do trato respiratório, erupção maculopapular generalizada e descamação. Dr. Piva lembra ainda, que a única forma de prevenção é a vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O sarampo é uma das três doenças transmitidas via aerógena, juntamente de varicela e tuberculose. Uma pessoa pode transmitir para até 15 pessoas e isso se dá a partir da tosse, espirro, contato próximo ou direto com secreções de pessoas infectadas. É uma doença infecciosa, febril, viral e pode ser muito grave”, alerta o infectologista.

A vacina contra o sarampo é aplicada com 12 meses de idade, a chamada tríplice viral, que previne contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Com 15 meses, há a vacina tetraviral, que além das três já citadas, inclui-se a varicela. Para adultos até 29 anos, são necessárias duas doses da tríplice viral, com intervalo de um mês entre uma e outra. Para adultos acima de 29 anos, uma dose dessa vacina já é o suficiente.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO ATÉ 31 DE AGOSTO

Piva indica ainda, que o Ministério da Saúde estendeu para até o dia 31 de agosto, a quarta etapa da Campanha de Vacinação contra o Sarampo, que tem como público-prioritário, pessoas de 20 a 49 anos.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, do início de 2020 até o final de junho, foram confirmados 5 642 casos no Brasil. O país vive um surto de sarampo nas cinco regiões, sendo que há circulação ativa do vírus em 11 estados. Nesse período, foram registrados óbitos pela doença: no Pará, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Até o momento, apenas 4,2% do público-alvo foi vacinado. A vacina contra o sarampo está disponível nos 43 mil postos de saúde em todo o País.

Dr. Alexandre Piva Sobrinho: Médico Infectologista. Professor do Curso de Medicina da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Médico do Complexo Hospitalar Padre Bento e Hospital Bom Clima, ambos em Guarulhos (SP).

Saiba mais sobre o curso de Medicina Unicid

SERVIÇO

Ministério da Saúde: 4ª Etapa da Vacinação Contra o Sarampo – dos 20 aos 49 anos
Disponível nos postos de saúde de todo o Brasil até o dia 31 de agosto de 2020



Sobre a Unicid - Fundada em 1972, a Universidade Cidade de São Paulo – Unicid é referência na formação de profissionais da área da saúde, com cursos tradicionais e pioneiros na região como Fisioterapia, Odontologia, Enfermagem e Medicina. Além disso, reúne cursos respeitados em diversas áreas do conhecimento e possui mais de 70 mil alunos na graduação, pós-graduação lato e stricto sensu, presenciais e a distância, cursos de extensão e programas de parcerias no Brasil e no exterior. Integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados, como Universidade Cruzeiro do Sul e Universidade Cidade de São Paulo – Unicid (São Paulo/SP), Universidade de Franca - Unifran (Franca/SP), Centro Universitário do Distrito Federal - UDF (Brasília/DF, Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio - Ceunsp (Itu e Salto/SP), Faculdade São Sebastião – FASS (São Sebastião/SP), Centro Universitário Módulo (Caraguatatuba/SP), Faculdade Cesuca (Cachoeirinha/RS), Centro Universitário da Serra Gaúcha - FSG (Bento Gonçalves e Caxias do Sul/RS), Centro Universitário de João Pessoa – Unipê (João Pessoa/PB), Centro Universitário Braz Cubas (Mogi das Cruzes/SP) e Universidade Positivo (Curitiba e Londrina /PR), além de colégios de educação básica e ensino técnico. 


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Brasileiros se adaptam às tecnologias em novo formato de turismo


Empreendimentos, profissionais e turistas têm usado da inovação para dar sobrevida ao setor


Há pouco mais de quatro meses, o turismo brasileiro viu seus índices, que até então estavam em constante crescimento, chegarem a quase zero. Hotéis atingiram seus menores índices de ocupação, agências de viagens tiveram mais de 50% de seus pacotes turísticos cancelados, entre outros setores que foram impactados negativamente pela pandemia do novo coronavírus. Com a nova realidade, muitos segmentos e profissionais tiveram que se reinventar e passaram a utilizar a tecnologia para dar sobrevivência aos seus negócios ou àquela vontade de conhecer novos lugares.

Como é o caso da dona de casa, Anna Ariel. Apaixonada por museus, ela viu na internet a possibilidade de visitar diversas exposições diretamente da sua residência. Porém, de acordo com Anna, ela não dispensará à ida aos locais quando voltarem a funcionar. “Devido à pandemia perdi a oportunidade de visitar pessoalmente alguns museus que tinha vontade de ir. Mas, com a disponibilização das mostras na internet passei a conhecer diversas exposições, que nem imaginava. É muito legal ter esse leque de opções a um clique da gente, pelo menos até que tudo se normalize”, disse.

Mas, não foi só a população que teve que recorrer às inovações tecnológicas para aproveitar os atrativos turísticos brasileiros. Alguns profissionais do setor também aderiram ao chamado “Turismo Virtual” para dar continuidade aos trabalhos e garantir uma renda nesse período.

O guia de turismo, Kadu Bueno, é um dos idealizadores da plataforma “Turismo Virtual no Brasil” que possibilita aos turistas conhecerem um pouco mais dos destinos brasileiros de forma online e com todas as informações que só um guia pode oferecer. Segundo Bueno, a ausência da atividade profissional fez com que outras opções fossem exploradas para dar sobrevida ao segmento. “Criamos naturalmente um ambiente colaborativo, com ideias de vários colegas de profissão que da noite pro dia se viram sem trabalho. Entramos em contato com guias do Brasil inteiro para fazerem a construção de roteiros. Hoje já temos mais 50 guias cadastrados e mais de 6 mil usuários que já fizeram, pelo menos, um dos nossos passeios”, disse.

Para os guias que quiserem aderir à plataforma, Kadu esclarece que é preciso seguir alguns critérios como estar regularizado no Cadastur, do Ministério do Turismo, e morar na cidade a qual deseja fazer o roteiro. A iniciativa que começou de forma despretensiosa já mostra o interesse de se expandir e proporcionar o seu uso para pessoas que não podem viajar e até mesmo para alunos de escolas públicas explorarem as diversidades do nosso país no aprendizado educacional.

INOVAÇÃO NO EMBARQUE – Quem também está aderindo às novas tecnologias para se adequar ao novo momento que o setor vive são as empresas aéreas. A Azul, por exemplo, adotou o chamado “Tapete Azul”: tecnologia pioneira no mundo de realidade aumentada que garante o distanciamento social entre os passageiros e dá mais comodidade, agilidade e conforto na hora do embarque. Segundo a companhia aérea, a inovação vem proporcionando uma diminuição de cerca de 25% no tempo em que uma pessoa leva entre embarcar e sentar dentro do avião.

Para o vice-presidente de Pessoas e Clientes da Azul, Jason Ward, as inovações tecnológicas serão essenciais para garantir o conforto e segurança dos passageiros. “O processo de embarque de uma aeronave possui regras e a necessidade de identificação dos Clientes para garantir a segurança. Essa tecnologia está nos ajudando a fazer isso com muito mais agilidade e segurança, especialmente neste período em que as pessoas precisam manter a distância uma das outras. Isso acontece porque o sistema chama de forma intercalada nossos Clientes a fazerem o embarque, tornando o processo mais fluido para quem está viajando”, concluiu.

WAKALUA – É atrás dessa e de outras inovações que o Ministério do Turismo lançou o 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, em parceria com o Wakalua Innovation Hub - primeiro polo global de inovação em turismo e com a Organização Mundial do Turismo (OMT), agência da ONU dedicada ao setor. A competição inédita busca soluções para a retomada do turismo brasileiro através de projetos de base tecnológica que respondam tanto a necessidades imediatas do contexto pós-pandemia, quanto a desafios gerais do turismo brasileiro.

“As soluções tecnológicas e de inovação serão essenciais para ajudar o setor na retomada pós-pandemia e irão se somar às ações já desenvolvidas pelo governo federal”, disse. “Estamos certos de que o Brasil terá sucesso neste caminho”, destacou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

terça-feira, 21 de julho de 2020

SÃO PAULO INICIA TESTES DA VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS

O governo de São Paulo começa, nesta terça-feira (21), os testes da vacina contra o novo coronavírus em humanos. O governador João Doria fez o anúncio nessa segunda (20) e afirmou ser um “momento histórico” para o Brasil. São 20 mil doses da CoronaVac, que serão utilizadas para a terceira fase de ensaios clínicos, no Instituto Butantan, com doses do imunizante e de placebo para o desenvolvimento da vacina. 

A carga com as vacinas veio da China. Os lotes serão distribuídos aos 12 centros de pesquisa responsáveis pelo recrutamento, aplicação e acompanhamento dos voluntários. Dória garantiu que cada passo do teste clínico será informado à população. 

Os primeiros testes começam no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina d


a USP, na capital paulista. Essa primeira fase será direcionada a 890 voluntários. A cada duas semanas, esses voluntários serão analisados pelos pesquisadores e o primeiro resultado deve ser concluído em até 90 dias. 

Os demais centros de pesquisa receberão a dose de forma escalonada, segundo o governo de São Paulo. A meta é incluir nove mil voluntários nesses demais centros. Nessa etapa, metade dos participantes receberá duas doses do imunizante e a outra metade receberá duas doses do placebo, num intervalo de 14 dias. O placebo possui as mesmas características do imunizante, mas sem o efeito. 

Para se candidatar aos testes, é preciso entrar na página do Instituto Butantan, responder a um questionário e verificar se você se encaixa no perfil. 

Todo o monitoramento será feito pelos centros de pesquisa por meio de exames entre os que tiverem sintomas compatíveis com a doença. Dessa forma, segundo Dória, será possível verificar posteriormente se quem tomou o imunizante ficou realmente protegido em relação a quem tomou a dose do placebo. 

Além de institutos de São Paulo, as pesquisas também serão realizadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. As pesquisas serão acompanhadas por uma comissão internacional. Em caso de sucesso, as vacinas serão produzidas pelo Instituto Butantan a partir do início do ano que vem, com mais de 120 milhões de doses. 

Fonte: Brasil 61

domingo, 19 de julho de 2020

União quita R$ 1,26 bi em dívidas não pagas por estados e municípios



Em junho, a União já pagou R$ 1,263 bilhão em dívidas que estados e municípios não conseguiram pagar, segundo relatório do Tesouro Nacional. Isso porque o governo federal atua como garantidor de operações de crédito. Quando um ente federado não paga alguma parcela desses empréstimos, é o Tesouro Nacional que precisa arcar com o valor. Posteriormente, a União inicia um processo de recuperação de crédito com os municípios.

Tesouro Nacional lança painel de monitoramento de gastos da União. Cerca de R$ 43 bilhões já foram usados no combate à Covid-19

A maior inadimplência paga pelo Tesouro diz respeito a dívidas de Minas Gerais: R$ 640,96 milhões. O segundo maior valor é do estado do Rio de Janeiro, que teve R$ 564,21 milhões em dívidas assumidas pelo governo federal. Em seguida foram pagos R$ 3,98 milhões do Maranhão e R$ 3,76 milhões do Município de Chapecó (SC). Os dados completos estão disponíveis no Relatório de Garantias Honradas pela União em operações de crédito, divulgado nesta quarta-feira (15/7) pelo Tesouro Nacional.

No total, desde o começo do ano, já foram R$ 5,52 bilhões em dívidas de estados e municípios honradas pela União, em um crescimento de 29,78% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Fonte: Brasil 61

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Rede de colaboração garante auxílio financeiro mensal para mais de 1.700 mães vulneráveis durante o Covid-19




Desde o início da pandemia, o projeto Segura a Curva das Mães arrecadou mais de R$ 380 mil, convertidos em auxílio para mais de 8.600 pessoas. Com o prolongamento do isolamento social e sem uma perspectiva de retomada da economia, o projeto depende de doações para manter repasse financeiro mensal e ampliar base de mães atendidas.


Fruto da união entre a ONG Instituto Casa Mãe e o Coletivo Massa, o projeto Segura a Curva das Mães nasceu com o objetivo de garantir que mães e crianças tenham prioridade no recebimento suporte emergencial durante a pandemia do Coronavírus. No ar desde 26/03, o projeto já cadastrou 1.734 mães - de todo o Brasil - que estão em situação de vulnerabilidade agravada pelo Covid-19. Cada mãe recebe repasses de R$ 150 por mês, além de escuta qualificada, encaminhamento para especialidades e a participação e redes regionais, que têm o intuito de contribuir para formação de vínculo e comunidade nesse momento em que o distanciamento evidencia ainda mais o isolamento das mães.

Agora, com a extensão da pandemia, o Segura a Curva das Mães - originalmente concebido como uma ação de caráter pontual - foi estendido por tempo indeterminado. Para assegurar o repasse financeiro com recorrência mensal e aumentar o total de mães – e suas famílias – assistidas, o projeto capta doações no Vakinha e no Paypal. Até o momento, a iniciativa - que recebeu doações pontuais de empresas - não tem patrocínio ou apoio recorrente de marcas.

“Todos os meses, enquanto a pandemia durar, nosso primeiro desafio é com a cobertura do auxílio financeiro para as mães que já estão cadastradas e contam conosco. A maioria teve a renda 100% interrompida e muitas não conseguiram acesso ao benefício do governo, apesar de serem elegíveis. Sabemos que existem outras milhares de mães e famílias passando por necessidades, mas acreditamos - desde o início - que para o apoio ser efetivo é preciso ser recorrente”, explica Thaiz Leão, uma das idealizadoras do projeto.


O impacto do Segura a Curva das Mães vai além do aspecto financeiro



Atualmente, o Segura a Curva das Mães atende, de forma recorrente, 1.734 mães, que são responsáveis por 6.936 crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e idosos - no total, são 8.670 pessoas apoiadas, em 24 estados brasileiros e o Distrito Federal. Além do auxílio mensal, no valor de R$ 150, as mães cadastradas no projeto são integradas a uma rede de acolhimento virtual, criada com o intuito de oferecer apoio integral às famílias.

Responsável pela interface com as mães e os voluntários espalhados pelo país, Thais Ferreira, também idealizadora do projeto, explica que “como o auxílio financeiro é limitado, o dia a dia é cheio de situações urgentes: todos os dias, falta comida na mesa de algumas famílias; às vezes tem comida, mas falta o dinheiro para o gás. Estamos em contato com essas chefes de família, para mapear e tratar o máximo de casos emergenciais. Na maioria dos casos, a solução vem através de mobilização da nossa rede e principalmente entre as próprias mães”.

O projeto também conta com apoio voluntário de profissionais especializados em áreas que são chave para a garantia do bem viver dessas família. Aulas virtuais de yoga, orientação nutricional e suporte psicológico especializado em luto são alguns dos “serviços" plugados ao escopo da rede de acolhimento desde que o Segura a Curva das Mães foi criado. O objetivo é ampliar a rede de profissionais, assim como a cobertura e a diversidade de atividades, colocando prioridade em áreas cuja necessidade é mais latente.

“Recentemente, o número de mães em contato com o luto cresceu. Sentimos a necessidade de conectar um especialista, capaz de oferecer ajuda técnica e especializada, e buscamos alguém com disponibilidade para atuar de forma voluntária. Hoje contamos com esse suporte, que é superimportante no contexto em que vivemos, e estamos em busca de outros profissionais para nos ajudar a atacar outros problemas”, relata Thais.


Geração de impacto em todo o território nacional


Da compreensão de que há famílias em situação de vulnerabilidade agravada pelo Covid-19 em todo o Brasil, surgiu a premissa de atuação (e impacto) nacional para o projeto. Para viabilizar essa cobertura, o repasse financeiro ocorre através de depósito em conta nominal às mães. Essa decisão tem dupla razão de existir:

– Reforçar a pauta, já defendida pelas idealizados do SCM, sobre empoderamento dessas mães como chefes de família, capazes de decidir sobre prioridades e uso do dinheiro;

– Garantir facilidade e praticidade no acesso das mães ao recurso financeiro, disponibilizando-o diretamente na conta bancária já utilizada no dia a dia.

Responsável pela parte administrativa e financeira do projeto, Thaiz Leão conta, ainda, que a criação de uma carteira digital chegou a ser levada em consideração, mas foi descartada pelos riscos diversos à efetividade. “Ouvimos diversos relatos negativos sobre experiências anteriores com repasses em carteiras digitais e isso foi determinante para nossa decisão. Dentre os problemas mais apontados, os mais recorrentes são: o acesso restrito à internet; a insegurança no “ato de gerenciar dinheiro online”; e por último, mas super-relevante, a importância do dinheiro em espécie, para circular entre a comunidade no entorno”.

Apesar da solução bem amarrada para os repasses financeiros a nível nacional, logística é um desafio para o projeto, que nasceu em meio à pandemia e, portanto, não dispõe de estrutura(s) física(s). Mesmo conectado a mais de 500 ONGs e instituições locais, que atuam nas linhas de frente de cada região, dificuldades logísticas são recorrentes e, muitas vezes, resultam na impossibilidade de aceitar doações.

“Muitas empresas estão dispostas a doar produtos excedentes, mas não oferecem a logística: entregam todos os produtos em um endereço único indicado pela ONG, que deve retirar e distribuir. Isso funciona melhor em projetos concentrados em cidades ou regiões específicas, mas se torna complexo (e custoso) quando pensamos em cobrir o Brasil todo”, conta Thaiz.


Mais sobre o Segura a Curva das Mães


O trabalho do Segura a Curva das Mães é somar esforços junto às entidades do terceiro setor, coletivos, instituições da sociedade civil e indivíduos para realizar distribuição direta e indireta de recursos, cuidado integral, apoio psicossocial e suporte jurídico a fim de promover e garantir de forma prioritária, por meio de ações práticas, a dignidade e os direitos básicos de mulheres e crianças enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.

Leia mais: www.seguraacurvadasmaes.org

segunda-feira, 15 de junho de 2020

CNM aponta recorde histórico na execução das emendas parlamentares impositivas em 2020



A Confederação Nacional de Municípios (CNM) ressaltou a execução das emendas parlamentares impositivas neste primeiro semestre de 2020. Desde o início da pandemia, a CNM pleiteia junto ao Executivo e ao Legislativo uma maior atenção às emendas relacionadas à saúde, já que estes reforços financeiros são imprescindíveis para que os gestores possam ter ferramentas no combate ao novo coronavírus. Desde 2015, não se destinava tantos recursos aos municípios.

Segundo o levantamento “Execução: orçamento das emendas impositivas – 2020”, o orçamento das emendas impositivas, até 11 de maio, alcançou um recorde histórico. O tipo de recurso teve empenhos de transferências para municípios na casa dos R$ 5,6 bilhões e os pagamentos chegaram a R$ 4,3 bilhões. No total, foram contemplados 4.714 prefeituras.

No entendimento de Glademir Aroldi, presidente da CNM, o fortalecimento da gestão local é a saída para muitos dos problemas da sociedade brasileira. Segundo ele, vários países desenvolvidos têm o município como a ferramenta mais importante na prestação dos serviços públicos. No Brasil, esses entes têm grande participação na prestação de serviços à população, mas conseguem uma participação pequena no bolo tributário.

Segundo Aroldi, os entes municipais receberam, após a Constituição de 1988, mais responsabilidades, mas não os recursos para cumprir com as demandas.

“De 88 pra cá, a União repassou atribuições que antes era dela, e alguns estados também, para os municípios. E não houve a transferência na mesma proporção dos recursos para que os gestores pudessem fazer frente a essas novas responsabilidades”, ressalta.

Os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) revelam ainda que, desses R$ 4,3 bilhões relacionados a pagamentos, R$ 3,3 bilhões se referem a emendas ao Orçamento de 2020, enquanto que R$ 1 bilhão é relativo a anos anteriores. No que diz respeito apenas às emendas individuais de deputados e senadores, os pagamentos são de R$ 2,9 bilhões para emendas de 2020 e R$ 907 milhões de anos anteriores.




Abrangência

A Confederação Nacional de Municípios ressalta também como positiva a abrangência das emendas parlamentares impositivas. Segundo visão da CNM, o fato de que cerca de 85% dos municípios brasileiros foi beneficiado com a ferramenta é um indicativo de que o caráter impositivo das emendas parlamentares é imprescindível para que se consiga a redução da manipulação político-partidária dos recursos possíveis de serem aplicados.

A CNM destaca, porém, que algumas unidades federadas que apresentam desproporcionalidade da representação legislativa, ou seja, o número de deputados e senadores, acabam sendo mais beneficiadas do que outras.

De acordo com o estudo técnico da CNM em relação à execução, a média do valor transferido para os municípios por meio das emendas parlamentares impositivas é de R$ 18,93 por habitante. O valor é de pouco mais de R$ 17,5 se for levado em conta apenas o critério de empenho. Esse valor, no entanto, varia bastante de estado para estado. Os valores médios por habitante em São Paulo são de R$ 10,77 e de R$ 10,01 pelo critério de empenho. No Acre, por sua vez, os valores por habitante são de R$ 56,29 e R$ 62,05.

A nota técnica da confederação também comemora o impacto direto no controle da pandemia da Covid-19 proporcionado pelos recursos. Mesmo porque 97% dos empenhos de R$ 5,6 bilhões e 100% dos pagamentos referentes ao orçamento de 2020 foram destinados a ações na área de saúde.

Segundo o economista Alexandre Rocha, mesmo em situações emergenciais, como a da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o governo acaba tendo pouco lastro para fazer mais do que já está empenhado para aquele ano.

“O governo federal tem um orçamento muito rígido. Ele tem muitas dificuldades para gerir suas despesas, principalmente para enfrentar essas situações de queda de arrecadação. Isso faz com que ele fique muito dependente de financiamento para poder fazer frente a situações emergenciais, ou seja, ele tem pouca liberdade para cortar gastos. Então, essas transferências obrigatórias, essas emendas, elas contribuem para esse grau de rigidez. Isso é um problema para a gestão financeira e orçamentária do governo federal”, explica Rocha.

O especialista acredita que além dos recursos das emendas impositivas, outras ações do governo, como as medidas provisórias e leis complementares, ajudaram aos municípios a minimizar a queda na arrecadação durante a pandemia.

“A questão da compensação da perda de arrecadação está se dando via outros instrumentos, como a Medida Provisória 938, e agora, mais recentemente, a Lei Complementar 873, que são transferências voltadas especificamente para combater essas perdas de arrecadação que estão acontecendo nos estados e nos municípios.”
Emendas impositivas

Apesar de serem limitadas a um orçamento, as emendas individuais de cada parlamentar têm uma vantagem sobre as coletivas: desde 2013, a execução é impositiva. Em outras palavras, o poder Executivo é obrigado por lei a repassar os recursos que os parlamentares destinam nas suas emendas individuais.

E são justamente essas emendas parlamentares impositivas que garantem recursos importantes aos municípios brasileiros, principalmente na área da saúde. Um deputado, por exemplo, pode financiar a compra de mais ambulâncias em um município, que geralmente é aquele onde estão seus eleitores.


sábado, 23 de maio de 2020

ONDE FAZER O TESTE RÁPIDO DO COVID 19



Pague Menos amplia realização de testes rápidos de Covid-19 para mais três farmácias na Grande São Paulo

Desde o dia 18, mais duas unidades na capital e uma em Diadema oferecem o serviço; testes são realizados em consultórios farmacêuticos dentro das unidades


A Pague Menos, primeira rede de farmácias a estar presente nos 26 estados e no Distrito Federal, ampliou a realização de testes rápidos de Covid-19 para mais três unidades na Grande São Paulo desde o dia 18/05. Na capital, os clientes podem ir até as lojas na R. Mooca, 2095 e na Av. Tucuruvi, 448 para ter acesso ao serviço; já em Diadema, basta ir até a unidade Pague Menos Praça Bom Jesus de Piraporinha, 357. Desde o dia 07/05, o teste vem sendo realizado também nas farmácias da R. Clodomiro Amazonas, 1102 e Av. Vital Brasil, 602.

Em todas as cidades, o procedimento só é feito mediante agendamento prévio, por meio do telefone 0800 022 8282. O valor do teste será de R$199,00 em todas as unidades.

O cliente pode optar por fazer o teste em seu carro, no estacionamento da farmácia em um sistema drive-thru, ou no consultório farmacêutico - equipado para garantir completa segurança a todos os envolvidos no procedimento, além dos demais clientes e colaboradores da Pague Menos. Uma entrevista prévia será feita com os interessados para saber sobre o tempo de aparecimento dos sintomas, informar local, data e hora da aplicação do exame, além dos procedimentos de segurança. Com o aumento da demanda, a rede também ampliou os canais de atendimento para garantir eficiência e maior agilidade no atendimento.

Como não se trata de um autoteste, o paciente sempre contará com a assistência de um profissional farmacêutico no local, que segue estritamente as determinações da Anvisa. O resultado do laudo, atestado por clínicas especializadas e notificado ao Ministério da Saúde, sai dentro de 30 minutos e será compartilhado no e-mail do paciente.

"É fundamental que o profissional farmacêutico siga as orientações do protocolo do teste, que é bem robusto e explicativo, a fim de ter segurança e confiança na hora do procedimento", explica Albery Dias, Diretor de Serviços Farmacêuticos da Pague Menos. "Nós verificamos a ficha técnica de todos os testes que chegam para nós", ressalta ainda.

Exame detecta anticorpos no paciente: o teste identifica a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são produzidos pelas células de defesa pelo corpo humano contra a Covid-19 após o contato com vírus, por meio da coleta de uma gota de sangue. Os anticorpos podem ser detectados com melhor sensibilidade após o 7º dia de início dos principais sintomas, que são febre, tosse e dificuldade para respirar, de acordo com as indicações do Ministério da Saúde.

Os testes já estão disponíveis em unidades da Pague Menos de Fortaleza (CE), Salvador (BA), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG) e Uberlândia (MG), além de São Paulo, com previsão de início para o fim do mês também em Manaus (AM), Pernambuco (PE), Petrolina (PE), São Luís (MA) e Imperatriz (MA).

As unidades da Pague Menos com disponibilidade para os testes de Covid-19 na Grande São Paulo são:

São Paulo
Av. Vital Brasil, 602
R. Clodomiro Amazonas, 1102
R. da Mooca, 2095
Av. Tucuruvi, 448

Diadema
Praça Bom Jesus de Piraporinha, 357

Sobre as Farmácias Pague Menos
As Farmácias Pague Menos são a primeira rede varejista presente nos 26 estados da Federação e no Distrito Federal, desde 2009. Hoje, a rede conta com 1.124 lojas, 822 unidades do Clinic Farma e mais de 20 mil colaboradores que atuam em 327 municípios.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Seguros de vida cobrem pandemias? Tire essa dúvida



Em tempos de pandemia de Covid-19 as preocupações das pessoas mudam, infelizmente a perspectiva de alguma fatalidade aumenta e a proteção da família se torna primordial. Assim, uma busca que vem aumentando são os seguros de vida. Contudo, nem todos esses seguros cobrem casos de pandemia.

O fato é que a maioria das apólices possuem uma ampla garantia, mas uma situação igual a vivida atualmente não era projetada o que deixa muitas famílias descobertas em um momento de urgência, mas as empresas estão se preocupando em ficar ao lado dos clientes.

"A maioria dos seguros de vida (segundo as condições gerais das companhias) não cobrem pandemia. O que pode assustar em um primeiro momento os clientes, mas fato importante é que essas organizações vieram a público individualmente e se manifestaram solidárias aos segurados, comprometendo-se a indenizar em caso de morte por Covid 19", explica Cristina Camillo, Diretora da Camillo Seguros.

Nas situações das pessoas que têm seguro de vida com Cobertura Diária por Incapacidade Temporária (DIT) que dá proteção financeira ao segurado, caso ele se afaste temporariamente de sua ocupação remunerada, as seguradoras estão avaliando a cobertura ou não diante da constatação do afastamento pela Covid19, por se tratar de pandemia.

A especialista em seguros explica que neste momento a procura por seguro de vida está sendo grande. "A doença acionou uma preocupação extra para as famílias, chamando a atenção para o problema de perder alguém que sustente a família ou que a renda seja imprescindível para manutenção", analisa. Cristina complementa que com essa sensibilidade das seguradoras esse tipo de seguro se mostra imprescindível neste e em todos os momentos da vida das pessoas.

Além disso, um outro produto que vem sendo procurado nas seguradoras são as coberturas de assistência funeral. "Os custos com funeral e sepultamento são altos e a maioria não tem reserva para isso. Vemos que essa preocupação é muito grande em relação aos idosos, pais e sogros", alerta Cristina.

Um problema que as pessoas estão encontrando é que, dependendo da idade, pode ser difícil contratar essas proteções. Mas existem seguradoras que tem essas alternativas e outras que possibilitam isso em seu seguro residencial, sendo uma boa saída para pessoas que estão com essa preocupação.

sábado, 2 de maio de 2020

Telemedicina ganha relevância no combate ao Covid-19


Por: Janary Bastos Damascena


Com o objetivo de evitar aglomerações em hospitais e postos de saúde, além de reduzir a circulação de pessoas e a exposição ao coronavírus, em março o Ministério da Saúde publicou portaria que autoriza o uso de Telemedicina para atendimento de pacientes durante a emergência pelo novo coronavírus (Covid-19). Com esse tipo de atendimento médico à distância, a população brasileira não precisa sair de casa para receber diagnóstico e orientações sobre sinais e sintomas da doença. Com isso, o ministro da Saúde, Nelson Teich, destacou que uma das formas de atuação da Telemedicina é o TeleSUS, pelo telefone 136, que já está ajudando muitas pessoas por todo país.

“Eu vejo a Telemedicina como uma ferramenta. Então, um dado importante que eu recebi agora é o de que atualmente 1,2 milhões de pessoas estão sendo monitoradas por ligações diárias. Ligações assim são uma parte, Telemedicina é um conjunto de situações, mas esse é um dado importante”.

Por conta do volume de demandas e atendimentos do TeleSUS, o ministro da Saúde, Nelson Teich, acredita que é importante rever alguns processos para que essa ferramenta atenda melhor ao cidadão.

“Como é que eu vejo a tecnologia: ela é bem usada ou mau usada. É óbvio que a Telemedicina, em algumas situações, vai ser útil. A Telemedicina te permitir desenvolver coisas futuras através dela. Como aproximar pessoas, permitir contato à distância, interação profissional, eu acho que vamos ter que rever uma melhor forma de usá-la. Isso precisa ser trabalhado [pelo Ministério da Saúde]”.

O TeleSUS pode ser acessado ligando para o Disque Saúde 136; pelo Chatbot, disponível na página do Ministério da Saúde, ou baixando o aplicativo Coronavírus SUS gratuitamente, qualquer pessoa pode tirar dúvidas e até se consultar com um profissional de saúde. Entre as ações possíveis com essa estratégia, segundo a portaria, estão atendimento pré-clínico, suporte assistencial, consulta, monitoramento e diagnóstico. Essas medidas podem ser utilizadas pela rede pública e, também, pela rede privada.

Para mais informações sobre a Covid-19, acesse coronavirus.saude.gov.br.


segunda-feira, 27 de abril de 2020

Prefeitura de São Paulo recebe 1.100 cestas básicas do Grupo Carrefour

Doação será destinada às entidades assistenciais cadastradas no Programa Banco de Alimentos

Em mais uma manifestação de solidariedade durante a crise do coronavírus, a Prefeitura de São Paulo recebeu nesta segunda-feira, 27 de abril, 1.100 cestas básicas do Grupo Carrefour. Os alimentos serão destinados às famílias atendidas pelas entidades cadastradas no Programa Banco de Alimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.

“O Grupo Carrefour tem sido um forte aliado da Prefeitura de São Paulo contra o coronavírus. Com essas doações, conseguimos potencializar nosso atendimento, oferecendo gratuitamente alimentos de qualidade para a população vulnerável”, destaca a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso. “O Banco de Alimentos está aberto a doações do setor privado, tendo uma equipe capacitada para a manipulação, gestão e destinação adequada do que é doado”, completa.

A primeira entrega das cestas foi realizada na mesma data (27) na comunidade do Jardim Damasceno, zona norte de São Paulo, cerca de 150 famílias já foram atendidas pela doação. Os pacotes contam com alimentos não perecíveis, como café em pó; arroz; feijão; farinha; açúcar; pão; óleo de cozinha e biscoitos.

Se somada com a doação realizada em março, o Grupo Carrefour já disponibilizou 2.500 cestas básicas para o Programa Banco de Alimentos, impactando na alimentação de aproximadamente 10 mil pessoas. Direcionada apenas para as entidades assistenciais cadastradas no Programa, as doações terão continuidade nas próximas semanas, atendendo as regiões mais afastadas e vulneráveis da cidade.


Sobre o Banco de Alimentos

O Programa tem como objetivo arrecadar alimentos das indústrias alimentícias, redes varejistas e atacadistas que estão fora dos padrões de comercialização, mas sem restrições sanitárias para o consumo. Esses alimentos são doados às entidades assistenciais, previamente cadastradas no Banco de Alimentos, contribuindo assim no combate à fome e ao desperdício de alimentos.

A doação é submetida a uma triagem de qualidade antes de ser encaminhada às entidades assistenciais, que por sua vez, distribuem os alimentos à população, seja por meio de refeições prontas ou com pacotes de insumos.

Saiba como doar, acesse a página do Programa Banco de Alimentos no link: https://www.prefeitura.sp.gov.br/bancodealimentos

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Redobre os cuidados com a higienização dos óculos e lentes de contato em tempo de coronavírus


Oftalmologista André Borba alerta que ambos são foco de contágio


Quem usa óculos já parou para pensar em como e com qual frequência deve higienizá-los neste tempo de pandemia?

Segundo o oftalmologista André Borba, especialista em oculoplástica, exatamente por estar o tempo todo no nosso rosto os óculos precisam sim de um cuidado especial. “O ideal é limpá-los de duas a três vezes ao dia, principalmente para aqueles que precisam continuar saindo de casa e tendo contato com outras pessoas”, afirma.

A recomendação inicial é a de fazer a higienização com água e detergente. Na hora de secar, utilize uma flanela ou papel toalha bem macio para não riscar as lentes. “É válido também usar álcool 70% nas hastes. Quando sair de casa e utilizar transporte público, elevador, ir à farmácia ou ao supermercado é preciso evitar levar a mão tanto ao rosto quando aos óculos porque eles também se transformam em um ponto de contaminação, assim como o celular”, enfatiza doutor André.

É importante evitar também o hábito de colocar os óculos sobre a cabeça, pendurar na roupa ou apoiar em diversas superfícies.

“Em tempos de pandemia os óculos servem inclusive como um tipo de barreira de proteção que impede que o vírus entre em contato imediato com os olhos. Mas nada adianta se não mantermos uma higiene adequada”, complementa o oftalmologista.

Para quem utiliza lentes de contato a atenção deve ser redobrada. As mãos e o rosto precisam estar totalmente limpos antes de retirá-las ou colocá-las. “Se for possível, nesse tempo de quarentena, opte pelo uso dos óculos para não correr risco de contaminação no manuseio das lentes de contato. Mas caso não seja possível é indispensável continuar utilizando a solução própria para cada tipo de lente, seja ela rígida ou gelatinosa e intensificar a limpeza das mãos na hora de utilizá-las”, finaliza.

Ministério da Saúde abre chamamento para compra de 12 milhões de testes rápidos


Empenho para ampliação da testagem no Brasil prevê compra de 12 milhões de testes rápidos e 10 milhões de RT-PCR pela OPAS. Até o momento, 2,5 milhões de testes já foram distribuídos

O Ministério da Saúde convocou, por chamamento público, empresas interessadas em fornecer 12 milhões de testes rápidos (sorologia) para diagnóstico da COVID-19. A medida faz parte de mais uma das ações permanentes do Governo do Brasil para ampliar a testagem para o coronavírus na rede pública de saúde por meio da disponibilização de novos testes, seja por compra direta ou por meio de doações.

As propostas devem ser enviadas à pasta até às 23h59 desta quarta-feira (22/4), conforme orientações que constam no Aviso de Chamamento Público, divulgado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20). O novo contrato para aquisição de mais testes tem caráter emergencial.

Do total de 12 milhões de testes rápidos que o Ministério da Saúde pretende adquirir, cerca de um milhão ficará com a pasta como reserva técnica e outros 200 mil testes vão para pesquisas. Os testes rápidos (sorologia) utilizam amostra de sangue (punção do dedo) ou venosa (punção da veia). Por se tratar de um teste para detecção de anticorpos, é necessário que seja realizado após o sétimo dia do início dos sintomas.

Dentre os esforços do Ministério da Saúde na busca de novas compras no mercado nacional e internacional, a pasta adquiriu, via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), 10 milhões de testes RT-PCR (biologia molecular) para COVID-19. A previsão é que cerca de 500 mil testes comecem a chegar na semana próxima semana e, depois, cerca de 800 mil a cada semana.

PROCESSAMENTO DE TESTES


O Ministério da Saúde recebeu da rede de laboratórios Dasa a doação do serviço de processamento de amostras respiratórias de testes RT-PCR (biologia molecular) para detecção da COVID-19. A empresa, especializada em medicina diagnóstica no Brasil, vai disponibilizar, de forma gratuita, profissionais e infraestrutura para a realização dos exames, com insumos cedidos pela pasta. A iniciativa, que tem caráter emergencial, poderá se tornar a maior operação no mundo para testagem do coronavírus e prevê a realização de até 3 milhões de exames de RT-PCR nos próximos seis meses.

O objetivo é processar até 30 mil exames por dia de RT-PCR, considerada a metodologia “padrão-ouro” para o diagnóstico da COVID-19. Esse quantitativo poderá ser ampliado, de acordo com a disponibilidade de equipamentos e entrada de outras empresas no projeto.

Para viabilizar a etapa de coleta das amostras, o Ministério da Saúde convoca, por meio de outro chamamento público, empresas privadas para fornecer prestação de serviço de coleta domiciliar e nos postos de saúde, além da logística de armazenamento e transporte diário das amostras para o Centro de Diagnóstico Emergencial, localizado na cidade de São Paulo (SP).

As propostas devem ser apresentadas até às 23h59 do dia 22 de abril de 2020, de acordo com as instruções que constam no Aviso de Chamamento Público, publicado no Diário Oficial da União (DOU), nesta segunda-feira (20/4).

DISTRIBUIÇÃO DE TESTES

Até o momento, mais de 2 milhões de testes rápidos foram distribuídos aos estados de todo o país. Eles foram doados pela mineradora Vale ao Ministério da Saúde para auxiliar o Brasil no enfrentamento ao coronavírus. Deste montante, 180 mil seguiram para uso em pesquisas e 247 mil para compor o estoque estratégico do Ministério da Saúde. No total, a Vale doou ao Ministério da Saúde 5 milhões de testes rápidos.

Em relação aos testes RT-PCR (biologia molecular), o Ministério da Saúde já enviou 524.296 mil unidades aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs) de todo o país. O quantitativo faz parte das aquisições já entregues ao Ministério da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz (161.704), Instituto de Biologia Molecular do Paraná - IBMP (62.592) e doação da Petrobrás (300 mil).

terça-feira, 7 de abril de 2020

CORONAVÍRUS - COMO RECEBER O AUXÍLIO EMERGENCIAL




Medida do governo federal tem o objetivo de ajudar as categorias de trabalho mais vulneráveis durante a crise econômica causada pelo coronavírus

Os MEIs (microempreendedores individuais), trabalhadores que não têm carteira assinada, autônomos, desempregados e contribuintes individuais da Previdência poderão se registrar para receber o auxílio emergencial de R$ 600 anunciado nesta terça-feira, 7 de abril, pelo Governo Federal. A cidade de São Paulo conta com mais de 770 mil MEIs que deverão consultar a disponibilidade do benefício.

A iniciativa tem como objetivo ajudar as categorias de trabalho mais vulneráveis em meio à crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus. A lei federal que cria o auxílio prevê o pagamento por ao menos três meses a trabalhadores de baixa renda sem emprego formal ou com contrato intermitente inativo.

A Caixa Econômica Federal disponibilizou um site e um aplicativo para que os trabalhadores informais, autônomos e MEIs solicitem o auxílio emergencial de R$ 600. Aqueles que já recebem o Bolsa Família, ou que estão inscritos no CadÚnico - Cadastro Único, não precisam se inscrever pelo aplicativo. Para estas pessoas o pagamento será feito automaticamente.






A Caixa Econômica também disponibilizou o telefone 111 para tirar dúvidas dos trabalhadores sobre o auxílio emergencial.


Requisitos para MEIs solicitarem o auxílio

· Ser titular de pessoa jurídica MEI - Microempreendedor Individual;

· Estar inscrito no CadÚnico para Programas Sociais do Governo Federal até o último dia 20 de março;

· Cumprir o requisito de renda média (renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, e de até 3 salários mínimos por família) até 20 de março de 2020;

· Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social;

Para mais informações, acesse o site do Governo Federal: www.gov.br


Orientações para empreendedores

A Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo, está atendendo os empreendedores da capital por meio de telefone, whatsapp e e-mail, tendo em vista que as unidades do Cate e das Subprefeituras estão fechadas.

Pelos canais de atendimento, o empreendedor consegue tirar dúvidas sobre emissão de nota fiscal e outros documentos, além de fazer a formalização do seu negócio como MEI – Microempreendedor Individual.

A Ade Sampa iniciou também uma parceria com o Banco do Povo, programa de microcrédito do Governo do Estado de São Paulo, para realizar o teleatendimento a empreendedores na divulgação da nova linha de crédito de R$ 25 milhões para micro e pequenas empresas enfrentarem os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. A equipe técnica orienta sobre as linhas de microcrédito, condições e processos para cadastramento do pedido de crédito. Já o Banco do Povo será responsável pelo estabelecimento das linhas, análise e concessão do crédito.


Confira todas as orientações que são oferecidas:


· Formalização do MEI - Microempreendedor Individual;
· Declaração Anual do Simples Nacional;
· Alteração de CNAE -Classificação Nacional de Atividades Econômicas;
· Cancelamento do cadastro do MEI;
· Parcelamento do DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional;
· Emissão da senha Web;
· Configuração de Nota Fiscal Paulista;
· Consulta do CCM - Cadastro de Contribuintes Mobiliários, CCMEI - Certificado de Condição de Microempreendedor Individual e CNPJ
· Orientações sobre linha de crédito do Banco do Povo

Abaixo, confira os contatos dos agentes locais da Ade Sampa:

(11) 94284-6067
(11) 97148-8830
(11) 94548-9513
(11) 99335-0778
(11) 99449-1311
(11) 99708-5130

domingo, 5 de abril de 2020

Coronavírus: saiba como cada signo reage ao isolamento social

As dicas são do astrólogo Junior Moura que também numerólogo e alquimista


O momento atual tem feito com que a maioria da população se encontre em isolamento social. O momento implica uma nova rotina a todos, mas cada signo do zodíaco tem uma maneira diferente de lidar com o período atípico. O astrólogo Junior Moura explica como cada signo reage ao período de isolamento, dando dicas para que todos possam enfrentar esse momento da melhor forma possível.


Aries

A maior dificuldade desse signo é aquietar, por isso esse momento provavelmente estará sendo utilizado para limpar a casa e fazer exercícios.

Cuidado para os conflitos com pessoas próximas, e para não ficar estressado.

Touro

Amante do conforto e dos prazeres, os taurinos tem que tomar cuidado para não descontar as frustracões e a ansiedade na comida.

Atenção para não surtar pois esse signo não lida bem quando sente que sua estrutura, principalmente financeira e emocional não estão bem.

Gêmeos

Todos os livros, séries e chamadas no telefone estarão sendo utilizadas em um momento como esse pelos geminianos.

Alimente o físico e o emocional para não surtar. Cuidado com as oscilações de comportamento e o mau humor.

Câncer

As emoções podem ficar a flor da pele. Esse signo ama cuidar e ser cuidado, por isso proteger a família e aqueles que ama está como maior objetivo.

Facilmente se recolhe e se interioriza, porém cuidado com a melancolia, o choro e a depressão.

Leão

Os leoninos vão utilizar esse momento para cuidar da auto estima e das coisas do coração.

Relacionamentos também serão nutridos, mas cuidado com os conflitos .

A criatividade pode ser uma boa pedida, explore as idéias e as criações.

Virgem

Provavelmente a casa deve estar limpa e esterilizada.

Os virginianos devem estar super reclusos pois dão uma atenção muito séria a saúde e aos cuidados.

Cuidado para não ficar neurótico e ansioso por não poder realizar aquilo que quer.

Libra


É hora de tirar todos os cremes de pele e cabelo do armário, o momento é de se nutrir.

Libra não lida bem com pressão e tem que tomar cuidado com o que ouve. Foque a atenção em você e em se cuidar.

O equilibrio faz parte do cotidiano deles portanto, dificilmente entrarão em crise.

Escorpião

Esse signo se recolhe com facilidade e pode entrar em processos de sofrimento.

Os prazeres podem ficar a flor da pele.

Tudo aquilo que não está bem resolvido em você pode vir a tona num momento como esse.

Sagitário
Estudar e se aprofundar em temas que gosta é a maior pedida para os sagitarianos.

Cuidado com os excessos no dia a dia. A espiritualidade provavelmente está sendo a maior necessidade deles nesse momento. As conexões espirituais estarão a flor da pele.

Capricórnio

O saber que não tem controle de uma situação pode trazer diversos sintomas a eles.

A insegurança e os medos ligados ao material também podem ficar muito fortes nesse ciclo.

Permita que a leveza e a fluência faça parte desses dias.

Aquário

Só de pensar que está confinado vai trazer inquietação e medos aos aquarianos.

A liberdade é muito importante para eles. Não poder planejar e realizar aquilo que quer vai trazer diversos conflitos .

Aquiete a mente e deixe o pai tempo resolver tudo.

Peixes

Toda a religiosidade e a espiritualidade estão sendo convocadas por eles.

Atenção com o seu emocional e principalmente a sua sensibilidade. Cuidado para não ficar absorvendo energias densas.

É hora de doar toda a sua energia aquilo que sente que é necessário.

Sobre Junior Moura

Junior Moura é astrólogo e alquimista com mais de 20 anos de experiência na área da espiritualidade. Realiza atendimentos presenciais e a distância em todo o mundo auxiliando diversas pessoas a descobrirem a própria consciência luminosa através da astrologia, numerologia, radiestesia, tarot, reiki e alquimia. Considera-se um profissional universalista, aplicando diversas filosofias em seu trabalho.

Facebook: https://www.facebook.com/Consci%C3%AAncia-Lumynosa-977732168950663/

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sábado, 4 de abril de 2020

3 motivos porque brincar é fundamental para a saúde e desenvolvimento das crianças



Pesquisas realizadas ao redor do mundo apontam a importância de áreas destinadas ao lazer para o desenvolvimento infantil.

Sabemos que brincar faz parte da rotina de qualquer criança, mas é na brincadeira que os pequeninos desenvolvem áreas cerebrais específicas, sua capacidade intelectual, emocional e criatividade, como também o seu desenvolvimento físico e social. Os playgrounds também têm como objetivo unir gerações, estreitar laços afetivos na família, para além de enriquecer o ambiente que o envolve, trazendo cor e alegria.



Seguros, atrativos, lúdicos

No Brasil, a oikotie representa os maiores fabricantes mundiais de playgrounds e é especialista no desenvolvimento de áreas de lazer infantis: “é preciso que as crianças sejam incentivadas a brincar, mas é necessário providenciar espaços que as cativem e que permitam que elas possam se desenvolver de forma segura. Atualmente, poucas crianças têm acesso a áreas de lazer e o quando têm, não são adequadas. O ideal é que toda criança tenha um tempo considerável em seu dia para serem livres e fazerem o que quiserem, mas nem sempre isso é uma realidade por essa falta de opção”, afirma Susana Ventura, CEO da oikotie.

O mundo parou de se movimentar: Crianças com 10 anos agora fazem parte da primeira geração na História da humanidade a viver menos 5 anos que seus pais.

Um estudo feito pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que 1 em cada 3 crianças brasileiras estão com sobrepeso ou são obesas e o Brasil é o país com a maior taxa de obesidade infantil na América Latina.

Fundadoras da oikotie, Susana Ventura, Isabel e Ana Seabra, relatam três principais benefícios que o livre brincar proporciona. Confira:



Desenvolvimento motor e intelectual

A neurociência cada vez mais afirma o quanto brincar é importante para o desenvolvimento da criança e que a característica principal de uma brincadeira está na liberação de transmissores que aprimoram o aprendizado. Eles preparam as habilidades da aprendizagem mais formal. Além de ajudar no desenvolvimento motor e físico dos pequenos, a brincadeira ajuda a desenvolver a mente e a reduzir os níveis de estresse.

Desenvolvimento social, criatividade, motor, cognitivo

Brincar promove a liberação de noradrenalina, um neurotransmissor que nos deixa atentos e prontos para ação. A noradrenalina facilita o aprendizado e até melhora a plasticidade cerebral. Brincar, leva a uma flexibilidade mental e a um vocabulário comportamental mais amplo, que auxilia a criança a obter sucesso no que importa.


Reduz o risco de obesidade

Um relatório desenvolvido pela Nike, Designed to Move, revela uma crescente epidemia de inatividade física que ameaça a prosperidade social e econômica do mundo. Esse estudo detalha a exclusão das atividades físicas do cotidiano levando as crianças de hoje a ter uma expectativa de vida menor do que seus pais. A pesquisa calcula que, se nenhuma atitude for tomada, metade da população chinesa e americana ficará fisicamente inativa até 2030, juntamente com um terço da população britânica e brasileira, totalizando 1 bilhão de pessoas. O relatório também esboça recomendações de como governos, a sociedade, corporações e indivíduos, podem contribuir para solução.

Uma ótima estratégia contra a obesidade infantil é promover hábitos saudáveis nas crianças e investir em playgrounds atrativos, seguros e que estimulem o brincar de forma desafiadora e lúdica.


Ensina a avaliar riscos e a tomar decisões

Os playgrounds têm como objetivo desafiar as crianças e encorajá-las a descobrir quais são as suas próprias limitações através dos riscos calculados e perceptíveis na sua utilização. Em sua grande maioria, crianças são livres para explorar novos horizontes em seu próprio universo lúdico. Para que o desenvolvimento ocorra de forma adequada, as crianças precisam aprender a avaliar o próprio risco e devem descobrir como superar situações que representam um desafio para elas sem a ajuda de seus pais. Crianças que brincam mais, são crianças mais felizes e tendem a virar adultos mais bem sucedidos e saudáveis.



sábado, 28 de março de 2020

Prefeitura de São Paulo abre 720 vagas em enfermagem para Hospital de Campanha do Anhembi


Cate e Ade Sampa realizam pré-seleção on-line para empresa que gerenciará unidade voltada a pacientes com coronavírus

A Prefeitura de São Paulo abriu neste sábado, 28 de março, processo seletivo on-line para mais 720 vagas na área de enfermagem, sendo 504 para técnico de enfermagem e 216 para enfermeiro hospitalar. As inscrições encerram nesta segunda-feira (30), às 14h, ou até o preenchimento das vagas para os profissionais que irão trabalhar por 90 dias no hospital de campanha que está sendo construído no Complexo do Anhembi. Para se inscrever é necessário acessar o site www.tinyurl.com/hospitalanhembi e anexar o currículo atualizado.

Em virtude da urgência na contratação dos profissionais, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho disponibilizou, além dos técnicos do Cate – Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismos, analistas da Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento, para a análise dos currículos na primeira fase e encaminhamento para a entidade gestora do hospital, que realizará prova e entrevista presencial.

“Na primeira seleção, finalizada sexta-feira (27), em menos de 24 horas recebemos mais de 1.800 inscrições. Além dessas novas oportunidades, ainda existem vagas remanescentes para fisioterapeuta hospitalar, técnico de farmácia, técnico em gasoterapia e oficial de manutenção”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

Será exigida a formação completa em níveis técnico e superior em enfermagem e pelo menos seis meses de experiência na área hospitalar.

Durante o processo seletivo será informado o salário, benefícios e horários de trabalho para as equipes a serem formadas.

sexta-feira, 27 de março de 2020

QUARENTENA: CONFERÊNCIA ON-LINE E GRATUITA - Escolas Exponenciais

Em tempos de aulas a distância como alternativa para o processo de aprendizagem presencial, como manter o papel ativo de estudantes com rotinas de pensamento e coleta de evidências para a personalização e promoção de autonomia e protagonismo? Para responder a essa importante questão, Camila Karino, – diretora pedagógica da Geekie, psicóloga, mestre e doutora pela Universidade de Brasília (UnB) e colaboradora do programa de pós-graduação do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB – participará da conferência online Escolas Exponenciais Express. A especialista, que estudou “Igualdade, equidade e eficácia do sistema educacional brasileiro”, na Universidade de New Brunswick, no Canadá, apresentará a palestra “Práticas pedagógicas a distância: quais são as alternativas eficientes?”.

A conferência online é uma iniciativa do Escolas Exponenciais, uma instituição independente que nasceu com o intuito de ajudar o mercado do ensino privado no Brasil, por meio de pesquisas, estudos, análises, insights e eventos presenciais e online; a organização têm como objetivo ser o parceiro ideal para as escolas privadas entenderem e adentrarem na nova economia exponencial. O evento acontece na próxima terça-feira, 31 de março, das 15h30 às 17h30. Esta edição conta com, também, com a conferência “Coronavírus: direitos e deveres das escolas em tempos de incerteza”, ministrada pelas advogadas Patricia Peck Pinheiro e Érika de Mello e Souza Toledo; e com o bate-papo com as gestoras Cristiane Soares (Colégio Guaiaúna) e Maria de Lourdes Patrocínio da Silva Cocozza Simoni (Colégio da Villa e Villa Bambini). Informações, programação completa e inscrições: https://escolasexponenciais.com.br/evento-express/

SOBRE A GEEKIE | Referência em educação com apoio de inovação no Brasil e no mundo, a Geekie foi fundada em 2011 – pelos empreendedores Claudio Sassaki e Eduardo Bontempo – com a missão de transformar a educação do país. Nos últimos oito anos, a empresa tem desenvolvido soluções inovadoras que potencializam a aprendizagem. Com foco no Ensino Médio e Fundamental II, a empresa alia tecnologia de ponta a metodologias pedagógicas inovadoras. Única plataforma brasileira de ensino adaptativo credenciada pelo Ministério da Educação (MEC) para o Guia de Tecnologias Educacionais – que identifica soluções tecnológicas capazes de melhorar a qualidade do ensino brasileiro – em sua trajetória a Geekie alcançou mais de 5 mil escolas públicas e privadas de todo país, impactando cerca de 12 milhões de estudantes.

Entre as certificações mais relevantes, a empresa destaca: WISE 2016 (Qatar Foundation), TOP Educação (Revista Educação, categoria software educacional mais lembrado do mercado), Empreendedor Social Brasil (Folha de São Paulo e Fundação Schwab), Empreendedor Social Mundial (Fundação Schwab), Trip Transformadores e Empresas Mais Conscientes (Revista IstoÉ) – além de compor a rede global de empreendedores Endeavor. A Geekie conta também com investidores de tradição na área educacional como família Gradin (por meio do fundo Virtuose), Fundação Lemann, Jorge Paulo Lemann (por meio do Fundo Gera), Arco Educação, além dos fundos, o norte-americano Omidyar Network e o japonês Mitsui & Co. www.geekie.com.br

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